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Questões de Português do IME

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Português no IME (tópico × ano)

2010–2026
Topico2026202420232022202120202019201820172016201520142013201220112010
Interpretação de texto (TIC)686811637494
Interpretação de texto791176
Sintaxe (sujeito, concordância e pronomes)122111654424
Semântica222222311212214
Morfologia (formação de palavras)12212231212
Figuras de linguagem21142111112
Coesão textual2122221
Pontuação111111111
Literatura brasileira (prosa)211121
Acentuação12111

Tópicos de Português que mais caem

Questões de Português do IME

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IME20261a faseQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
CONTEXTUALIZAÇÃO Há 80 anos, em 8 de maio de 1945, a Europa calava seus canhões. Para o Brasil, essa data vai além da memória global: ela eterniza a Força Expedicionária Brasileira (FEB) como um dos mais nobres símbolos de coragem e amor à pátria — um legado que inspira gerações e honra a história do nosso país. O Dia da Vitória, celebrado mundialmente em 8 de maio, representa a rendição incondicional das forças do Eixo aos Aliados e o fim oficial da Segunda Guerra Mundial na Europa. No Brasil, é também um momento de honrar os 25 mil combatentes da FEB, que levaram o nome da pátria aos campos de batalha italianos e regressaram como heróis da liberdade. ——— Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— Em relação ao texto 1, considere as seguintes informações: I. O sujeito lírico enumera espaços geográficos e sociais na construção de um Brasil múltiplo e uno. II. O texto enaltece o altruísmo manifestado na defesa da pátria, ressaltando a promoção de um ideal de coesão e identidade. III. Ao longo do texto, observa-se a predominância da intertextualidade construída por meio da paródia, recurso que contribui para a releitura crítica de discursos já consolidados. Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
  1. A)I.
  2. B)I e II.
  3. C)I e III.
  4. D)II e III.
  5. E)I, II e III.
IME20261a faseQuestao 2PortuguêsMorfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)Media
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— O termo destacado do texto 1 é um pronome relativo que retoma o substantivo que o antecede, EXCETO em:
  1. A)"Da choupana onde um é pouco, [...]" (linha 5)
  2. B)"Por mais terras que eu percorra, [...]" (linha 13)
  3. C)"Não permita Deus que eu morra [...]" (linha 14)
  4. D)"Nossa vitória final, / Que é a mira do meu fuzil, [...]" (linhas 19 e 20)
  5. E)"Venho da minha Maria / Cujo nome principia [...]" (linhas 28 e 29)
IME20261a faseQuestao 3PortuguêsFiguras de linguagemDificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— Leia atentamente o excerto do texto 1 (linhas 55 a 60). Sobre o uso expressivo da linguagem no texto, considere as seguintes afirmações: I. O fragmento faz referência, metonimicamente, à bandeira do Brasil. II. Observa-se a ocorrência da figura de linguagem prosopopeia, uma vez que as ações de "ajoelhar" e "fazer o sinal da Cruz" são atribuídas ao substantivo "estrelas". III. Contribuindo para a musicalidade do texto, todos os versos apresentam rimas ricas, pois se busca similaridade sonora entre palavras de classes gramaticais distintas. Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
  1. A)I.
  2. B)II.
  3. C)III.
  4. D)I e II.
  5. E)II e III.
IME20261a faseQuestao 4PortuguêsMorfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)Dificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— Considerando a análise morfossintática das palavras destacadas nos versos, essas são classificadas, respectivamente, como: I. "Dos verdes mares bravios [...]" (linha 11) II. "Da casa branca da serra [...]" (linha 26) III. "Venho do verde mais belo, [...]" (linha 55) IV. "Do mais dourado amarelo, [...]" (linha 56)
  1. A)adjetivo – adjetivo – substantivo – substantivo
  2. B)adjetivo – adjetivo – substantivo – adjetivo
  3. C)substantivo – adjetivo – adjetivo – adjetivo
  4. D)substantivo – adjetivo – substantivo – substantivo
  5. E)substantivo – substantivo – substantivo – adjetivo
IME20261a faseQuestao 5PortuguêsLiteratura brasileira (prosa)Dificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— A "Canção do Exílio" é considerada o poema-símbolo do Romantismo brasileiro, e algumas das características mais marcantes desse movimento. Tanto neste poema quanto na "Canção do Expedicionário" há referência à "terra natal": no entanto, as aspirações e as razões para o retorno à pátria de origem são distintas. Leia o excerto do texto seguinte: "Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá." ("Canção do Exílio", de Gonçalves Dias) e o excerto do texto 1 (linhas 14 a 24). Marque a alternativa que melhor apresenta o par de motivações do eu lírico de cada poema, respectivamente, como:
  1. A)Integração com a natureza / O triunfo bélico
  2. B)Resgate das origens / Comemoração dos próprios feitos
  3. C)Reencontro com a família / O triunfo bélico
  4. D)Divulgação das belezas naturais / Reconhecimento das origens simples
  5. E)Integração com a natureza / Reencontro com a mulher amada
IME20261a faseQuestao 6PortuguêsOrtografiaDificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— Considere o excerto do texto 1 (linhas 7 a 12). Quanto ao recurso destacado do texto 1, considere as seguintes afirmações: I. No vocábulo "praias", foneticamente, identificam-se dois ditongos em sequência caracterizados pela emissão de duas unidades silábicas vocálicas articuladas de forma contínua, configurando assim o fenômeno fonético conhecido como ditongo. II. Com o objetivo de evidenciar a diversidade de sentidos, o autor recorreu ao recurso estilístico da sinestesia, exemplificado no texto por meio dos vocábulos "sedosas" (linha 7), "crespas" (linha 10) e "bravios" (linha 11). III. É correto afirmar que há a ocorrência de um encontro consonantal e um ditongo fonético, respectivamente, no vocábulo "margens" (linha 10). Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
  1. A)I.
  2. B)II.
  3. C)III.
  4. D)I e II.
  5. E)II e III.
IME20261a faseQuestao 7PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— No texto, canta-se com patriotismo a saudade da terra natal sentida pelos militares brasileiros da FEB, Força Expedicionária Brasileira, enviados ao combate durante a II Guerra Mundial. Assinale a alternativa que identifica, na canção, versos que tragam uma marca de interlocução entre o eu lírico e o leitor.
  1. A)"Eu venho da minha terra, / Da casa branca da serra [...]" (linhas 25 e 26)
  2. B)"Não permita Deus que eu morra / Sem que volte para lá; [...]" (linhas 14 e 15)
  3. C)"Venho do além desse monte / Que ainda azula o horizonte, [...]" (linhas 49 e 50)
  4. D)"Venho da minha Maria / Cujo nome principia [...]" (linhas 28 e 29)
  5. E)"Você sabe de onde eu venho? / É de uma Pátria que tenho [...]" (linhas 37 e 38)
IME20261a faseQuestao 8PortuguêsSintaxe (sujeito, concordância e pronomes)Dificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— Respondendo à pergunta presente no primeiro verso do texto 1, vários versos apresentam paralelismo no seu modo de construção. Assinale a alternativa em que ocorre uma quebra de paralelismo semântico distinto das demais alternativas.
  1. A)"Venho do morro, do Engenho, [...]" (linha 2)
  2. B)"Venho das praias sedosas, [...]" (linha 7)
  3. C)"Eu venho da minha terra, [...]" (linha 25)
  4. D)"Venho da minha Maria [...]" (linha 28)
  5. E)"Venho do além desse monte [...]" (linha 49)
IME20261a faseQuestao 9PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Dificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— Na "Canção do Expedicionário" (texto 1), observa-se a presença de termos cognatos como meio de coesão lexical. Assinale a alternativa que apresenta o uso de termos cognatos, mas, desta vez, para apresentar uma intertextualidade com uma obra folclórica pertencente ao cancioneiro popular brasileiro.
  1. A)"A água do meu cantil," (linha 22)
  2. B)"E do luar do meu sertão;" (linha 27)
  3. C)"Meu limão, meu limoeiro," (linha 44)
  4. D)"Do mais dourado amarelo," (linha 56)
  5. E)"Cheio de estrelas prateadas" (linha 58)
IME20261a faseQuestao 10PortuguêsLiteratura brasileira (prosa)Dificil
Texto 1 — CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO 1 Você sabe de onde eu venho? 2 Venho do morro, do Engenho, 3 Das selvas, dos cafezais, 4 Da boa terra do coco, 5 Da choupana onde um é pouco, 6 Dois é bom, três é demais, 7 Venho das praias sedosas, 8 Das montanhas alterosas, 9 Dos pampas, do seringal, 10 Das margens crespas dos rios, 11 Dos verdes mares bravios 12 Da minha terra natal. 13 Por mais terras que eu percorra, 14 Não permita Deus que eu morra 15 Sem que volte para lá; 16 Sem que leve por divisa 17 Esse "V" que simboliza 18 A vitória que virá: 19 Nossa vitória final, 20 Que é a mira do meu fuzil, 21 A ração do meu bornal, 22 A água do meu cantil, 23 As asas do meu ideal, 24 A glória do meu Brasil. 25 Eu venho da minha terra, 26 Da casa branca da serra 27 E do luar do meu sertão; 28 Venho da minha Maria 29 Cujo nome principia 30 Na palma da minha mão, 31 Braços mornos de Moema, 32 Lábios de mel de Iracema 33 Estendidos para mim. 34 Ó minha terra querida 35 Da Senhora Aparecida 36 E do Senhor do Bonfim! 37 Você sabe de onde eu venho? 38 É de uma Pátria que tenho 39 No bojo do meu violão; 40 Que de viver em meu peito 41 Foi até tomando jeito 42 De um enorme coração. 43 Deixei lá atrás meu terreno, 44 Meu limão, meu limoeiro, 45 Meu pé de jacarandá, 46 Minha casa pequenina 47 Lá no alto da colina, 48 Onde canta o sabiá. 49 Venho do além desse monte 50 Que ainda azula o horizonte, 51 Onde o nosso amor nasceu; 52 Do rancho que tinha ao lado 53 Um coqueiro que, coitado, 54 De saudade já morreu. 55 Venho do verde mais belo, 56 Do mais dourado amarelo, 57 Do azul mais cheio de luz, 58 Cheio de estrelas prateadas, 59 Que se ajoelham deslumbradas, 60 Fazendo o sinal da Cruz! 61 Por mais terras que eu percorra, 62 Não permita Deus que eu morra 63 Sem que volte para lá; 64 Sem que leve por divisa 65 Esse "V" que simboliza 66 A vitória que virá: 67 Nossa vitória final, 68 Que é a mira do meu fuzil, 69 A ração do meu bornal, 70 A água do meu cantil, 71 As asas do meu ideal, 72 A glória do meu Brasil. (Guilherme de Almeida. Disponível em museuvirtualdafeb.eb.mil.br/cancao-expedicionario. Texto adaptado.) ——— "As relações intertextuais estabelecidas por copresença são aquelas em que é possível perceber, por meio de distintos níveis de evidência, a presença de fragmentos de textos previamente produzidos, os quais são encontrados em outros textos. (...) A referência diz respeito ao processo de remissão a outro texto sem, necessariamente, haver citação de um trecho. A remissão pode realizar-se, por exemplo, por meio da nomeação do autor do intertexto, do título da obra, de personagens de obras literárias etc." (CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Os sentidos do texto.) Quanto ao texto 1, considere as seguintes afirmações: I. Inspirado na "Canção do Exílio", o texto 1 constrói uma paráfrase da obra de Gonçalves Dias, expoente da Primeira Geração do Romantismo, marcada por exaltar o sentimento patriótico e o ideal nacionalista. II. No verso "Lábios de mel de Iracema" (linha 32), ocorre uma referência direta ao Romantismo Brasileiro que integrou a vertente indianista do movimento idealizando o indígena como símbolo da identidade nacional. III. A presença de fragmentos como a clareza do propósito e a beleza idealizada da terra natal revela o objetivismo e o bucolismo explorados na "Canção do Expedicionário", traços marcantes do Romantismo. Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
  1. A)I.
  2. B)II.
  3. C)III.
  4. D)I e II.
  5. E)I, II e III.
IME20261a faseQuestao 11PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Texto 2 — De volta ao básico: soldados finlandeses recorrem a mapas de papel para aprender a lidar com bloqueios de GPS 1 Soldados finlandeses estão treinando com mapas de papel e bússolas para garantir que consi- 2 gam operar em locais onde a atividade inimiga torne o GPS indisponível. O coronel Matti Honko, 3 comandante do Regimento Jaeger da Guarda Finlandesa, destacou que a ferramenta de navegação 4 por satélite, conhecida como Sistema de Posicionamento Global, ou simplesmente GPS, é vulnerável 5 a interferências. As informações são do Business Insider. 6 O conflito na Ucrânia tem sido marcado por uma intensa guerra cibernética de ambos os la- 7 dos. Tanto Kiev quanto Moscou utilizam táticas como bloqueio de sinal, falsificação de GPS e outros 8 métodos de interferência remota para confundir e desativar o armamento inimigo. A interferência no 9 GPS, por exemplo, tem causado problemas para os sistemas de combate — desde drones baratos até 10 munições guiadas sofisticadas. 11 Para garantir segurança e prontidão em locais onde o GPS não é uma opção, os soldados da 12 Guarda Finlandesa estão usando mapas de papel. "Acho que todos receberam o fato de que o 13 GPS pode ser falsificado, e você pode não ser capaz de confiar nele", afirma Honko. 14 Apesar disso, o coronel disse que a Finlândia não está abandonando completamente o uso do GPS. 15 Em vez disso, os soldados estão sendo ensinados a não depender exclusivamente dele e a aprender 16 a verificar a veracidade dos dados fornecidos pelo sistema, já que podem ser facilmente falsificados e 17 estar fora de sincronia com a situação real. 18 Honko afirma que esse treinamento está sendo realizado em todo o Exército Finlandês, bem como 19 na Marinha e na Força Aérea do país. Segundo ele, a proximidade da Finlândia com a Rússia obriga o 20 país a treinar alternativas, já que o bloqueio de sinal de GPS é uma estratégia comumente usada em 21 áreas de defesa da cidade vizinha de São Petersburgo, na Rússia. 22 Os desafios trazidos pelos ataques cibernéticos não são exclusivos da guerra na Ucrânia. No 23 Oriente Médio, por exemplo, a interferência de GPS tem ocorrido nos conflitos entre Israel e grupos 24 aliados do Irã. A tática também tem sido um problema no Mar Vermelho, onde forças navais ocidentais 25 passaram mais de um ano e meio defendendo rotas marítimas de ataques de rebeldes houthis no 26 Iêmen. 27 Quanto aos militares finlandeses, eles estão monitorando de perto as práticas de guerra eletrônica 28 em constante desenvolvimento e planejando cenários em que essas estratégias possam ser testadas 29 em combate. E não estão sozinhos. Empresas do setor de defesa também estão se certificando de 30 que seus produtos sejam mais resistentes a certos tipos de bloqueios e manipulações. Um exemplo 31 disso é a Saildrone, uma empresa americana que fabrica embarcações de superfície não tripuladas 32 para serviço de forças navais, incluindo a Marinha dos EUA. 33 Richard Jenkins, fundador e CEO da Saildrone, explicou que a empresa integrou tecnologia aos 34 seus veículos de superfície não tripulados (USVs), permitindo que eles operem em ambientes onde o 35 GPS e as comunicações estão comprometidos ou indisponíveis. Segundo Jenkins, alguns dos drones 36 da empresa operados pelos militares dos EUA no Oriente Médio têm navegado em áreas com sinal 37 falsificado há meses. 38 Jenkins disse acreditar que esse é o futuro da guerra. "Acho que, em um conflito real, os satélites 39 serão a primeira coisa a desaparecer completamente." Ele acrescenta ainda que todos precisam 40 descobrir como sobreviver sem satélites, GPS e comunicações. E, para os militares, isso significa 41 não apenas desenvolver novas tecnologias, mas também garantir que habilidades básicas sejam 42 preservadas. (Disponível em epocanegocios.globo.com. Acesso em 11 set 25. Texto adaptado.) ——— A expressão "De volta ao básico", encontrada no título do texto 2, faz referência:
  1. A)ao abandono do GPS como ferramenta de localização das tropas em locais de conflito, devido à possibilidade de ataques cibernéticos que impedem seu funcionamento.
  2. B)ao reconhecimento da superioridade de métodos mais antigos de orientação espacial das tropas, como mapas e bússolas, devido a defeitos recorrentes em aparelhos de GPS.
  3. C)ao resgate de métodos antigos de orientação das tropas pelas forças armadas finlandesas, devido à instabilidade de aparelhos de GPS diante de ataques cibernéticos.
  4. D)à necessidade das empresas do setor de defesa de reformularem seus produtos, criando estratégias para que estes se tornem mais resistentes a bloqueios e manipulações.
  5. E)à previsão de que, no futuro, não será mais possível contar com a ajuda de satélites em contextos de guerra, pois estes tendem a ser os primeiros a desaparecer com a evolução de métodos de ataque cibernético.
IME20261a faseQuestao 12PortuguêsCoesão textualDificil
Texto 2 — De volta ao básico: soldados finlandeses recorrem a mapas de papel para aprender a lidar com bloqueios de GPS 1 Soldados finlandeses estão treinando com mapas de papel e bússolas para garantir que consi- 2 gam operar em locais onde a atividade inimiga torne o GPS indisponível. O coronel Matti Honko, 3 comandante do Regimento Jaeger da Guarda Finlandesa, destacou que a ferramenta de navegação 4 por satélite, conhecida como Sistema de Posicionamento Global, ou simplesmente GPS, é vulnerável 5 a interferências. As informações são do Business Insider. 6 O conflito na Ucrânia tem sido marcado por uma intensa guerra cibernética de ambos os la- 7 dos. Tanto Kiev quanto Moscou utilizam táticas como bloqueio de sinal, falsificação de GPS e outros 8 métodos de interferência remota para confundir e desativar o armamento inimigo. A interferência no 9 GPS, por exemplo, tem causado problemas para os sistemas de combate — desde drones baratos até 10 munições guiadas sofisticadas. 11 Para garantir segurança e prontidão em locais onde o GPS não é uma opção, os soldados da 12 Guarda Finlandesa estão usando mapas de papel. "Acho que todos receberam o fato de que o 13 GPS pode ser falsificado, e você pode não ser capaz de confiar nele", afirma Honko. 14 Apesar disso, o coronel disse que a Finlândia não está abandonando completamente o uso do GPS. 15 Em vez disso, os soldados estão sendo ensinados a não depender exclusivamente dele e a aprender 16 a verificar a veracidade dos dados fornecidos pelo sistema, já que podem ser facilmente falsificados e 17 estar fora de sincronia com a situação real. 18 Honko afirma que esse treinamento está sendo realizado em todo o Exército Finlandês, bem como 19 na Marinha e na Força Aérea do país. Segundo ele, a proximidade da Finlândia com a Rússia obriga o 20 país a treinar alternativas, já que o bloqueio de sinal de GPS é uma estratégia comumente usada em 21 áreas de defesa da cidade vizinha de São Petersburgo, na Rússia. 22 Os desafios trazidos pelos ataques cibernéticos não são exclusivos da guerra na Ucrânia. No 23 Oriente Médio, por exemplo, a interferência de GPS tem ocorrido nos conflitos entre Israel e grupos 24 aliados do Irã. A tática também tem sido um problema no Mar Vermelho, onde forças navais ocidentais 25 passaram mais de um ano e meio defendendo rotas marítimas de ataques de rebeldes houthis no 26 Iêmen. 27 Quanto aos militares finlandeses, eles estão monitorando de perto as práticas de guerra eletrônica 28 em constante desenvolvimento e planejando cenários em que essas estratégias possam ser testadas 29 em combate. E não estão sozinhos. Empresas do setor de defesa também estão se certificando de 30 que seus produtos sejam mais resistentes a certos tipos de bloqueios e manipulações. Um exemplo 31 disso é a Saildrone, uma empresa americana que fabrica embarcações de superfície não tripuladas 32 para serviço de forças navais, incluindo a Marinha dos EUA. 33 Richard Jenkins, fundador e CEO da Saildrone, explicou que a empresa integrou tecnologia aos 34 seus veículos de superfície não tripulados (USVs), permitindo que eles operem em ambientes onde o 35 GPS e as comunicações estão comprometidos ou indisponíveis. Segundo Jenkins, alguns dos drones 36 da empresa operados pelos militares dos EUA no Oriente Médio têm navegado em áreas com sinal 37 falsificado há meses. 38 Jenkins disse acreditar que esse é o futuro da guerra. "Acho que, em um conflito real, os satélites 39 serão a primeira coisa a desaparecer completamente." Ele acrescenta ainda que todos precisam 40 descobrir como sobreviver sem satélites, GPS e comunicações. E, para os militares, isso significa 41 não apenas desenvolver novas tecnologias, mas também garantir que habilidades básicas sejam 42 preservadas. (Disponível em epocanegocios.globo.com. Acesso em 11 set 25. Texto adaptado.) ——— Ao longo de um texto dissertativo, vários recursos coesivos são utilizados, com o intuito, por exemplo, de promover fluidez discursiva e progressão semântica. Assim, considerando os contextos em que estão inseridos, assinale a alternativa que traga a devida correspondência entre os enunciados a seguir e seus respectivos valores semânticos encontrados no texto 2. I. "Para garantir segurança e prontidão [...]" (linha 11) II. "Apesar disso, o coronel disse [...]" (linha 14) III. "[...] já que podem ser facilmente falsificados [...]" (linha 16) IV. "[...] bem como na Marinha e na Força Aérea do país." (linhas 18 e 19)
  1. A)adversidade, conformidade, proporcionalidade, adição
  2. B)finalidade, concessão, causa, adição
  3. C)finalidade, conformidade, resignação, exemplificação
  4. D)objetivo, adversidade, consequência, comparação
  5. E)finalidade, oposição, conformidade, especificação
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