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Questões de Português do AFA

128 questões de Português do AFA (2020–2027): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Português no AFA (tópico × ano)

2020–2027
Topico20272026202520242023202220212020
Interpretação de texto852267
Compreensão e interpretação de texto53
Figuras de linguagem111113
Morfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)1133
Semântica24
Comparação de textos13
Formação de palavras111
Intertextualidade111
Pontuação111
Sintaxe (sujeito, concordância e pronomes)21

Tópicos de Português que mais caem

Questões de Português do AFA

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

AFA2027Fase unicaQuestao 1PortuguêsCompreensão e interpretação de textoMedia
TEXTO I O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan. **Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução** Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência. Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos. A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana. Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana. [...] Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam. Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos. Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos. Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir? […] Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido. (SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado) Carl Sagan não apenas explica fatos científicos, como também apresenta uma proposta que objetiva conduzir o leitor à reflexão sobre a condição do ser humano no universo. De acordo com o autor,
  1. A)existe uma preocupação com o futuro da humanidade, a descoberta do universo e o aprendizado contínuo do homem para proteger-se do amanhã incerto.
  2. B)entre os séculos XV e XIX, houve um período de colonização, exploração e investigação geográfica pautada na busca por perene sobrevivência.
  3. C)as adversidades que assolam a sociedade acarretam migrações que resultam numa nova condição de vida para humanidade.
  4. D)os refugiados ambientais surgirão quando houver a percepção clara de que, em consequência da alteração climática, descobrir destinos alternativos de vida fora da Terra será o melhor caminho para a preservação ambiental e manutenção da vida humana.
AFA2027Fase unicaQuestao 2PortuguêsTipologia textualMedia
TEXTO I O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan. **Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução** Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência. Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos. A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana. Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana. [...] Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam. Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos. Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos. Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir? […] Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido. (SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado) Considerando a tipologia textual predominante no Texto I, é possível afirmar que
  1. A)o autor, por meio de vários recursos que explora para caracterizar pessoas e ambientes e para relatar os fatos, permite entrever uma certa visão de mundo.
  2. B)a universalização do discurso, expressa com a inclusão da primeira pessoa do plural, ratifica a intenção persuasiva do autor para sustentar a tese de responsabilidade coletiva.
  3. C)o relato de transformação processada pela história da evolução humana é um retrato interpretativo, no que se refere às razões dessas mudanças e aos passos que as originaram.
  4. D)o texto é construído sem relação de simultaneidade, ou seja, não há progressão temporal, visto que a intenção discursiva é o relato das propriedades e os aspectos das pessoas, coisas e lugares num certo estado.
AFA2027Fase unicaQuestao 3PortuguêsCompreensão e interpretação de textoDificil
TEXTO I O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan. **Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução** Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência. Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos. A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana. Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana. [...] Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam. Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos. Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos. Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir? […] Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido. (SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado) Considerando o Texto I, leia os itens (I, II e III) e as assertivas (A, B, C e D). I - A construção discursiva articula elementos descritivos e argumentativos para produzir um efeito de reflexão sobre a condição humana. II - A construção da tese não se limita à apresentação de uma ideia central explícita, mas resulta de um encadeamento progressivo de imagens e reflexões. III - O mecanismo de construção de sentido é um processo ativo de interpretação em que autor e leitor interagem. Tal interação ocorre por meio dos principais recursos linguísticos que orientam a argumentação, a saber: operadores argumentativos, modalizadores do discurso, seleção lexical e conotação, figuras de linguagem, pressupostos e subentendidos. A - A articulação entre linguagem figurada e marcas de inclusão do leitor contribui para a construção de um discurso que associa conhecimento científico a uma reflexão ética e persuasiva. B - A enumeração de características físicas do Cosmos constitui a base da tese, que se mantém restrita ao campo científico, contudo a presença de marcas de subjetividade compromete a validade científica do texto. C - A progressão textual desloca-se da descrição do universo para uma problematização da condição humana, construindo uma tese de natureza ética por meio de um movimento argumentativo. D - A alternância entre sequências descritivas e argumentativas constrói uma progressão temática que desloca o foco do universo físico para uma reflexão ética. A partir dos itens e das assertivas acima, assinale a alternativa que apresenta a relação correta.
  1. A)I-A; II-D; III-B.
  2. B)I-C; II-B; III-D.
  3. C)I-D; II-C; III-A.
  4. D)I-B; II-A; III-C.
AFA2027Fase unicaQuestao 4PortuguêsFormação de palavrasDificil
TEXTO I O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan. **Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução** Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência. Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos. A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana. Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana. [...] Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam. Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos. Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos. Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir? […] Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido. (SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado) Considerando o último parágrafo do Texto I, assinale a alternativa em que todas as análises estão corretas.
  1. A)I - Em “reconhecimento”, o sufixo “-mento” é utilizado para derivar um substantivo a partir de um adjetivo, indicando qualidade. II - O processo de formação específico da palavra “reconhecimento” é o mesmo que o da palavra “aeroespacial”. III - A conjunção “embora” estabelece uma relação de causa e efeito, indicando que o futuro humano está além da Terra porque a estrada está emudecida.
  2. B)I - A palavra “coordenadas” é classificada morfologicamente como um adjetivo, que qualifica o substantivo “lugar”. II - “Coordenadas” possui o mesmo processo específico de formação que a palavra “cooperação”. III - A expressão “estrada aberta” funciona como metáfora para a exploração espacial e para o desejo humano de expandir os horizontes.
  3. C)I - O termo “lentamente” é um advérbio de modo por derivação sufixal a partir de um adjetivo. II - A palavra “embora” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, pela palavra “conquanto”. III - O termo “emudecido” sugere que o entusiasmo ou a viabilidade da exploração espacial sofreu um retrocesso ou silenciamento momentâneo.
  4. D)I - Os vocábulos “nos” e “nossas coordenadas” exercem a mesma função morfológica de pronome possessivo. II - O morfema “co” traz o sentido de companhia e concomitância. III - O advérbio “ainda” reforça a ideia de que o reconhecimento das nossas coordenadas espaciais é um processo contínuo e inacabado.
AFA2027Fase unicaQuestao 5PortuguêsPeríodo composto (orações)Dificil
TEXTO I O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan. **Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução** Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência. Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos. A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana. Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana. [...] Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam. Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos. Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos. Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir? […] Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido. (SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado) (As referências a linhas — ℓ. — remetem à numeração do caderno original.) Ao analisar o trecho “A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência.” (Texto I, ℓ. 17-19), pode-se afirmar que:
  1. A)o emprego da preposição “de” incorreu em erro de regência verbal. Além disso, a terceira pessoa do singular do verbo “ter” é identificada tanto pela desinência verbal quanto pela ausência de acento gráfico.
  2. B)há uma oração subordinada substantiva subjetiva. Observa-se também que o termo “de nossa sobrevivência”, classifica-se, sintaticamente, como adjunto adnominal.
  3. C)há uma oração subordinada substantiva predicativa. Ademais, o emprego de vírgulas junto ao advérbio “meticulosamente” é facultativo.
  4. D)remetendo a expressão “seleção natural” à teoria evolutiva de Charles Darwin, encontra-se um ponto de intertextualidade implícita no período. Além disso, o advérbio “meticulosamente” deveria estar isolado por vírgulas em virtude de estar intercalado.
AFA2027Fase unicaQuestao 6PortuguêsCompreensão e interpretação de textoMedia
TEXTO II **Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais** Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024 Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla. Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço. Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides. Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras. (RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado) De acordo com o Texto II, pode-se afirmar que
  1. A)o protagonismo na corrida espacial exercido pelos Estados Unidos e pela Rússia foi quebrado pela China, pela Índia, por países europeus e por empresas privadas.
  2. B)a diversificação da participação conjunta na corrida espacial exemplifica como a cooperação global entre os países substituiu a busca pelo título de potência espacial.
  3. C)o fito de realizar missões em Marte e em outras áreas do sistema solar para turismo espacial pretere a meta de simplesmente alcançar o espaço para fins científicos.
  4. D)a fim de alcançar novas demandas espaciais, como a extração de recursos e o turismo, técnicas inéditas estão sendo elaboradas por organizações privadas.
AFA2027Fase unicaQuestao 7PortuguêsReescrita e norma cultaMedia
TEXTO II **Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais** Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024 Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla. Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço. Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides. Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras. (RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado) (As referências a linhas — ℓ. — remetem à numeração do caderno original.) Observe o trecho a seguir: “Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.” (Texto II, ℓ. 12-16) Assinale a opção em que a reescrita do trecho mantém o sentido e o padrão culto.
  1. A)Com o turismo espacial e com a mineração de asteroides, a comercialização do espaço se torna realidade, pois empresas privadas estão oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados.
  2. B)Ademais, em razão do oferecimento de serviços de lançamento por empresas privadas e do desenvolvimento de tecnologias inovadoras para novos mercados a comercialização do espaço tornou-se realidade, como turismo espacial e mineração de asteroides.
  3. C)Outrossim, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, a exemplo do turismo espacial e da mineração de asteroides, a comercialização do espaço se tornou realidade.
  4. D)Em contrapartida, a comercialização do espaço se tornou realidade, desde que empresas privadas ofereçam serviço de lançamento e desenvolvam tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.
AFA2027Fase unicaQuestao 8PortuguêsConfronto de textosMedia
TEXTO II **Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais** Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024 Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla. Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço. Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides. Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras. (RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado) O Texto II evidencia que a exploração do espaço representa não apenas o avanço científico, mas também o desejo humano de ultrapassar fronteiras, conquistar prestígio e redefinir sua posição no mundo. Considerando essa reflexão, assinale o trecho literário que estabelece relação MAIS direta com a ideia de inquietação existencial, associada ao desejo de ultrapassar fronteiras materiais ou simbólicas.
  1. A)“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai logo que teve notícia da aventura e do estado em que eu vivia, tratou de separar-nos.” – Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
  2. B)“Ela sentia que havia em si mesma um movimento obscuro e contínuo, como se dentro dela existisse alguma coisa ainda sem forma definitiva, impossível de ser plenamente compreendida ou nomeada.” – Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector.
  3. C)“Os homens caminhavam sobre a terra seca carregando sonhos antigos, enquanto o horizonte parecia sempre afastar-se deles, como se o mundo prometesse respostas que jamais chegariam por inteiro.” – Terra Sonâmbula, de Mia Couto.
  4. D)“As conversas da infância transformavam a varanda num território ilimitado, onde cabiam países imaginários, aventuras impossíveis e um tempo que parecia resistir ao desaparecimento.” – Os da minha rua, de Ondjaki.
AFA2027Fase unicaQuestao 9PortuguêsMorfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)Dificil
TEXTO II **Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais** Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024 Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla. Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço. Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides. Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras. (RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado) (As referências a linhas — ℓ. — remetem à numeração do caderno original.) Analisando os trechos abaixo, do Texto II, marque em qual deles a expressão destacada (em negrito) NÃO exerce função adjetiva, seja em aspectos morfológicos ou sintáticos.
  1. A)“**Essa** diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla.” (ℓ. 5-6)
  2. B)“Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo **novas fronteiras**.” (ℓ. 18-20)
  3. C)“Além disso, a comercialização do espaço tornou-se **realidade** [...]” (ℓ. 12-13)
  4. D)“[...] desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração **de asteroides**.” (ℓ. 14-16)
AFA2027Fase unicaQuestao 10PortuguêsTipologia textualMedia
TEXTO III **Quais são as potências espaciais do século XXI?** Entenda quais são as potências espaciais do século XXI e como a nova corrida espacial está moldando o futuro da humanidade. Por Lucas Vinicius Santos — Publicado em: 02/01/2025 Durante a corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética eram as duas grandes potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico suficientes para enviar seres humanos ao espaço. Apesar de a União Soviética ter sido pioneira em alguns marcos importantes para a exploração espacial, como o lançamento do primeiro satélite, o envio do primeiro ser vivo e o envio do primeiro ser humano ao espaço, os Estados Unidos venceram ao levar os seres humanos à Lua em 1969. Isso aconteceu na missão Apollo 11, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície lunar pela primeira vez. Essa conquista simbolizou a liderança americana na corrida espacial e foi um importante marco durante a Guerra Fria; apesar disso, não foi o único fator para o desfecho desse conflito silencioso entre as duas superpotências. Após o fim da corrida espacial, marcado pela chegada da humanidade à Lua em 1969, diversas outras nações começaram a perceber a importância do estudo espacial para alcançar maior soberania nacional. Então, além dos Estados Unidos e da Rússia, quais outros países são considerados potências espaciais do século XXI? “A exploração espacial hoje está muito longe da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 1960. Isso significa que a nova corrida espacial não é entre alguns países, mas entre vários participantes, particularmente as economias de rápido crescimento”, é descrito em uma publicação da Enciclopédia Britânica. Além dos Estados Unidos e da Rússia, a Europa, o Canadá, a China, a Índia e o Japão também realizaram diversas missões espaciais nos últimos anos. Contudo, nem todos esses países estão planejando enviar naves tripuladas para a Lua. [...] Apesar de esses serem os países com maior envolvimento em programas espaciais, atualmente mais de 80 nações participam, de alguma forma, de missões envolvendo o ambiente espacial. A maioria dessas nações reconhece que não pode competir com os três protagonistas do futuro da exploração espacial. As três maiores potências espaciais do século XXI são: Estados Unidos, China e Rússia. Se analisarmos especificamente a corrida para o retorno à Lua, o número de nações envolvidas reduz significativamente. Atualmente, os Estados Unidos e a China lideram os esforços para realizar missões tripuladas ao satélite natural, visando estabelecer bases e explorar mais sobre os recursos e oportunidades que a Lua pode oferecer. [...] A nova corrida espacial não se limita simplesmente a superar barreiras tecnológicas e chegar ao espaço, como aconteceu durante a Guerra Fria. Hoje, ela envolve a disputa por recursos, territórios e próprio poder geopolítico que envolve tudo que vai além da atmosfera terrestre. (SANTOS, Lucas Vinicius. Quais são as potências espaciais do século XXI? Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/401011-quais-sao-as-potencias-espaciais-do-seculo-xxi.htm. Acesso em: 05/12/2025. Adaptado) Considerando que o Texto III é, predominantemente, expositivo-explicativo por apresentar informações organizadas sobre a nova corrida espacial e identificar as potências do século XXI, é correto afirmar que o texto
  1. A)contextualiza o presente a partir do passado a fim de detalhar as inespecificidades das atuais potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico em comparação ao período da Guerra Fria.
  2. B)informa e explica quem são as potências espaciais e atualiza o leitor sobre a nova dinâmica da corrida espacial.
  3. C)ao mostrar que o espaço hoje envolve economia, tecnologia e poder global, justifica a não competição entre os países que têm desenvolvido programas aeroespaciais.
  4. D)descreve que, dentre os conflitos acarretados pela nova corrida espacial, destaca-se a busca por participantes com capacidade econômica e tecnológica.
AFA2027Fase unicaQuestao 11PortuguêsCompreensão e interpretação de textoMedia
TEXTO III **Quais são as potências espaciais do século XXI?** Entenda quais são as potências espaciais do século XXI e como a nova corrida espacial está moldando o futuro da humanidade. Por Lucas Vinicius Santos — Publicado em: 02/01/2025 Durante a corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética eram as duas grandes potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico suficientes para enviar seres humanos ao espaço. Apesar de a União Soviética ter sido pioneira em alguns marcos importantes para a exploração espacial, como o lançamento do primeiro satélite, o envio do primeiro ser vivo e o envio do primeiro ser humano ao espaço, os Estados Unidos venceram ao levar os seres humanos à Lua em 1969. Isso aconteceu na missão Apollo 11, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície lunar pela primeira vez. Essa conquista simbolizou a liderança americana na corrida espacial e foi um importante marco durante a Guerra Fria; apesar disso, não foi o único fator para o desfecho desse conflito silencioso entre as duas superpotências. Após o fim da corrida espacial, marcado pela chegada da humanidade à Lua em 1969, diversas outras nações começaram a perceber a importância do estudo espacial para alcançar maior soberania nacional. Então, além dos Estados Unidos e da Rússia, quais outros países são considerados potências espaciais do século XXI? “A exploração espacial hoje está muito longe da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 1960. Isso significa que a nova corrida espacial não é entre alguns países, mas entre vários participantes, particularmente as economias de rápido crescimento”, é descrito em uma publicação da Enciclopédia Britânica. Além dos Estados Unidos e da Rússia, a Europa, o Canadá, a China, a Índia e o Japão também realizaram diversas missões espaciais nos últimos anos. Contudo, nem todos esses países estão planejando enviar naves tripuladas para a Lua. [...] Apesar de esses serem os países com maior envolvimento em programas espaciais, atualmente mais de 80 nações participam, de alguma forma, de missões envolvendo o ambiente espacial. A maioria dessas nações reconhece que não pode competir com os três protagonistas do futuro da exploração espacial. As três maiores potências espaciais do século XXI são: Estados Unidos, China e Rússia. Se analisarmos especificamente a corrida para o retorno à Lua, o número de nações envolvidas reduz significativamente. Atualmente, os Estados Unidos e a China lideram os esforços para realizar missões tripuladas ao satélite natural, visando estabelecer bases e explorar mais sobre os recursos e oportunidades que a Lua pode oferecer. [...] A nova corrida espacial não se limita simplesmente a superar barreiras tecnológicas e chegar ao espaço, como aconteceu durante a Guerra Fria. Hoje, ela envolve a disputa por recursos, territórios e próprio poder geopolítico que envolve tudo que vai além da atmosfera terrestre. (SANTOS, Lucas Vinicius. Quais são as potências espaciais do século XXI? Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/401011-quais-sao-as-potencias-espaciais-do-seculo-xxi.htm. Acesso em: 05/12/2025. Adaptado) Infere-se do Texto III que:
  1. A)a nova corrida espacial passa a ganhar um novo cenário. A descoberta de recursos minerais na Lua é um ponto decisivo, porém o movimento configura uma clara disputa por hegemonia, prestígio e influência global.
  2. B)a nova corrida espacial tem como objetivos aprofundar os estudos no satélite e a descoberta de itens essenciais na Lua. Esse novo panorama é o que motiva o crescente engajamento de diversos países na área espacial.
  3. C)os Estados Unidos continuam liderando a corrida espacial, ainda que as motivações desta nova era sejam distintas das que impulsionaram os anos 60, uma vez que tais esforços visam consolidar novas frentes de expansão econômica.
  4. D)atualmente o foco das grandes potências espaciais reside na exploração dos recursos encontrados na Lua. Nesse intuito, os países estão valendo-se da recuperação de foguetes e do lançamento de pequenos satélites no espaço.
AFA2027Fase unicaQuestao 12PortuguêsVozes verbaisDificil
TEXTO III **Quais são as potências espaciais do século XXI?** Entenda quais são as potências espaciais do século XXI e como a nova corrida espacial está moldando o futuro da humanidade. Por Lucas Vinicius Santos — Publicado em: 02/01/2025 Durante a corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética eram as duas grandes potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico suficientes para enviar seres humanos ao espaço. Apesar de a União Soviética ter sido pioneira em alguns marcos importantes para a exploração espacial, como o lançamento do primeiro satélite, o envio do primeiro ser vivo e o envio do primeiro ser humano ao espaço, os Estados Unidos venceram ao levar os seres humanos à Lua em 1969. Isso aconteceu na missão Apollo 11, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície lunar pela primeira vez. Essa conquista simbolizou a liderança americana na corrida espacial e foi um importante marco durante a Guerra Fria; apesar disso, não foi o único fator para o desfecho desse conflito silencioso entre as duas superpotências. Após o fim da corrida espacial, marcado pela chegada da humanidade à Lua em 1969, diversas outras nações começaram a perceber a importância do estudo espacial para alcançar maior soberania nacional. Então, além dos Estados Unidos e da Rússia, quais outros países são considerados potências espaciais do século XXI? “A exploração espacial hoje está muito longe da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 1960. Isso significa que a nova corrida espacial não é entre alguns países, mas entre vários participantes, particularmente as economias de rápido crescimento”, é descrito em uma publicação da Enciclopédia Britânica. Além dos Estados Unidos e da Rússia, a Europa, o Canadá, a China, a Índia e o Japão também realizaram diversas missões espaciais nos últimos anos. Contudo, nem todos esses países estão planejando enviar naves tripuladas para a Lua. [...] Apesar de esses serem os países com maior envolvimento em programas espaciais, atualmente mais de 80 nações participam, de alguma forma, de missões envolvendo o ambiente espacial. A maioria dessas nações reconhece que não pode competir com os três protagonistas do futuro da exploração espacial. As três maiores potências espaciais do século XXI são: Estados Unidos, China e Rússia. Se analisarmos especificamente a corrida para o retorno à Lua, o número de nações envolvidas reduz significativamente. Atualmente, os Estados Unidos e a China lideram os esforços para realizar missões tripuladas ao satélite natural, visando estabelecer bases e explorar mais sobre os recursos e oportunidades que a Lua pode oferecer. [...] A nova corrida espacial não se limita simplesmente a superar barreiras tecnológicas e chegar ao espaço, como aconteceu durante a Guerra Fria. Hoje, ela envolve a disputa por recursos, territórios e próprio poder geopolítico que envolve tudo que vai além da atmosfera terrestre. (SANTOS, Lucas Vinicius. Quais são as potências espaciais do século XXI? Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/401011-quais-sao-as-potencias-espaciais-do-seculo-xxi.htm. Acesso em: 05/12/2025. Adaptado) A fim de se omitir o agente de um verbo, há vários recursos linguísticos possíveis, a exemplo da indeterminação do sujeito e da voz passiva pronominal, os quais possuem regras específicas de classificação e de concordância verbal, de acordo com a variedade normativa da língua. Considere se estão corretos cada item abaixo a respeito da classificação, do exemplo comparativo e da concordância verbal. I - Em “Pisou-se na lua em 1969”, há sujeito indeterminado, assim como em “Precisam-se de secretárias”. II - Em “Realizam-se diversas missões espaciais nos últimos anos”, há voz passiva pronominal, assim como em “Após a chegada da humanidade à lua, leu-se muito sobre a importância do estudo espacial”. III - Em “Chegou-se à Lua com emoção e espírito de vitória”, há sujeito indeterminado, assim como em “Apesar de tudo, vive-se bem na Terra”. IV - Em “Enviaram-se seres humanos à lua em 1969”, há voz passiva pronominal, assim como em “Bebeu-se do vinho após o retorno à Terra”. V - Em “Além da persistência na busca pela glória espacial, também se é persistente na busca por recursos e poder geopolítico”, há sujeito indeterminado, assim como em “Apesar da chuva e das ondas bravas, permaneceu-se na praia”. A partir da análise, pode-se afirmar apenas que:
  1. A)um item está totalmente correto.
  2. B)dois itens estão totalmente corretos.
  3. C)três itens estão totalmente corretos.
  4. D)quatro itens estão totalmente corretos.
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