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EsPCEx (AMAN)2023Dia 1Questao 1PortuguêsInterpretação de textoMedia
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.
Assiste à demolição
— Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir "uma coisa" quando ela for demolida.
Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.
Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.
A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.
A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.
Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário: caibro (elemento estrutural de um telhado, peças de madeira sobre as quais se apoiam as telhas); pérgula (galeria coberta de barrotes espaçados, geralmente guarnecida de trepadeiras); buganvília (planta trepadeira do gênero bougainvillea); de flanco (pela lateral); marco (parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas); tapume (cerca de madeira que veda uma área ou construção); lambri (revestimento interno de parede, com fim decorativo); caliça (resíduos de uma obra de alvenaria demolida); lote (porção de terra autônoma resultante de loteamento).
Nos trechos a seguir "– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir 'uma coisa' quando ela for demolida.", "Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras…", "Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde os gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.", a ideia predominante remete a
Considere a função f:[−3;1]→R cuja lei de formação é f(x)=x2−4. Sejam L, H (pertencentes à Imagem de f) e r (pertencente ao Domínio de f) tais que:
L é valor mínimo de f
H é valor máximo de f
r é zero de f
Os valores de L, H e r são, respectivamente,
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.
Assiste à demolição
— Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir "uma coisa" quando ela for demolida.
Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.
Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.
A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.
A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.
Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário: caibro (elemento estrutural de um telhado, peças de madeira sobre as quais se apoiam as telhas); pérgula (galeria coberta de barrotes espaçados, geralmente guarnecida de trepadeiras); buganvília (planta trepadeira do gênero bougainvillea); de flanco (pela lateral); marco (parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas); tapume (cerca de madeira que veda uma área ou construção); lambri (revestimento interno de parede, com fim decorativo); caliça (resíduos de uma obra de alvenaria demolida); lote (porção de terra autônoma resultante de loteamento).
De forma literal, a palavra “demolição”, no texto, está para “destruição” e, figurativamente, está para
A)experiência.
B)encontro.
C)esperança.
D)introspecção.
E)transformação.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 2Questao 2MatemáticaLogaritmos e funçõesMedia
Considere a expressão a seguir:
L=(log93):(log9162)(log481):(log4162)
O valor de L é igual a
A)3.
B)4.
C)9.
D)81.
E)162.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 1Questao 3PortuguêsInterpretação de textoMedia
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.
Assiste à demolição
— Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir "uma coisa" quando ela for demolida.
Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.
Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.
A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.
A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.
Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário: caibro (elemento estrutural de um telhado, peças de madeira sobre as quais se apoiam as telhas); pérgula (galeria coberta de barrotes espaçados, geralmente guarnecida de trepadeiras); buganvília (planta trepadeira do gênero bougainvillea); de flanco (pela lateral); marco (parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas); tapume (cerca de madeira que veda uma área ou construção); lambri (revestimento interno de parede, com fim decorativo); caliça (resíduos de uma obra de alvenaria demolida); lote (porção de terra autônoma resultante de loteamento).
Com a leitura do texto, depreende-se que o quarto de dormir
A)era o lugar onde passava a maior parte do tempo.
B)era decorado com lambri envernizado a preto.
C)era o lugar de seu eu mais íntimo e ao mesmo tempo mais público.
D)ficava exposto ao sol da manhã, que entrava pelas janelas.
E)ficava no segundo andar da casa.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 2Questao 3MatemáticaGeometria analítica: cônicas e gravitaçãoDificil
Utilize os dados da figura para responder às questões 3 e 4.
Projeto do novo campo de futebol da Escola – Fora de Escala
Dados:
BL é um segmento horizontal e A é o seu ponto médio.
O campo tem comprimento BL=118 m e largura MN.
Os segmentos RS e MN são, respectivamente, os eixos real e imaginário da hipérbole h, dada pela equação:
1600x2−900y2=1
O ponto I, usado para o pênalti, é um dos focos dessa hipérbole.
R e S são vértices (extremidades do eixo real) da hipérbole h.
A largura MN e a medida IL (distância do pênalti ao gol) são, respectivamente, iguais a
Imagens anexadas
A)60m e 9m.
B)60m e 10m.
C)80m e 9m.
D)80m e 10m.
E)80m e 19m.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 2Questao 4MatemáticaGeometria analítica: cônicas e gravitaçãoMedia
Utilize os dados da figura para responder às questões 3 e 4.
Projeto do novo campo de futebol da Escola – Fora de Escala
Dados:
BL é um segmento horizontal e A é o seu ponto médio.
O campo tem comprimento BL=118 m e largura MN.
Os segmentos RS e MN são, respectivamente, os eixos real e imaginário da hipérbole h, dada pela equação:
1600x2−900y2=1
O ponto I, usado para o pênalti, é um dos focos dessa hipérbole.
R e S são vértices (extremidades do eixo real) da hipérbole h.
O ponto A, centro da hipérbole h, é também centro da circunferência j, dada pela equação:
x2+y2=144
Com isso, é correto afirmar que a distância da circunferência j ao ponto S é igual a
Imagens anexadas
A)18m.
B)27m.
C)28m.
D)38m.
E)47m.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 1Questao 4PortuguêsInterpretação de textoMedia
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.
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Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.
Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.
A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.
A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.
Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário: caibro (elemento estrutural de um telhado, peças de madeira sobre as quais se apoiam as telhas); pérgula (galeria coberta de barrotes espaçados, geralmente guarnecida de trepadeiras); buganvília (planta trepadeira do gênero bougainvillea); de flanco (pela lateral); marco (parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas); tapume (cerca de madeira que veda uma área ou construção); lambri (revestimento interno de parede, com fim decorativo); caliça (resíduos de uma obra de alvenaria demolida); lote (porção de terra autônoma resultante de loteamento).
Com base no trecho “Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista.”, é correto afirmar:
A)Da rua, o protagonista podia ver a pintura (quadro), de composição surrealista, que havia permanecido na casa.
B)Como havia nas portas pinturas surrealistas que retratavam o céu e as nuvens, os marcos das portas eram utilizados como molduras.
C)De onde observava, o protagonista via o azul do céu e as nuvens circulando pelos cômodos do pavimento superior, algo que se assemelhava a uma composição surrealista.
D)Tendo em vista a derrubada dos marcos e das portas, o personagem percebe, gravadas nas paredes que ainda restavam de pé, imagens surrealistas do céu azul e das nuvens.
E)O vazio emoldurado pelos marcos das portas causou tamanha impressão no ex-morador que ele
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.
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— Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir "uma coisa" quando ela for demolida.
Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.
Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.
A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.
A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.
Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário: caibro (elemento estrutural de um telhado, peças de madeira sobre as quais se apoiam as telhas); pérgula (galeria coberta de barrotes espaçados, geralmente guarnecida de trepadeiras); buganvília (planta trepadeira do gênero bougainvillea); de flanco (pela lateral); marco (parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas); tapume (cerca de madeira que veda uma área ou construção); lambri (revestimento interno de parede, com fim decorativo); caliça (resíduos de uma obra de alvenaria demolida); lote (porção de terra autônoma resultante de loteamento).
No trecho "onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos", a palavra "sesta" tem o sentido de
A)acorde, nota musical, melodia.
B)brincadeira esconde-esconde, com o intuito de surpreender.
C)hora de descanso, de dormir após o almoço.
D)armadilha para aves.
E)ninho, lugar onde os animais e seus filhotes dormem.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 2Questao 5MatemáticaBinômio de NewtonMedia
A soma dos 2023 coeficientes binomiais com numerador 2022,
n=0∑2022(n2022)=(02022)+(12022)+(22022)+⋯+(20212022)+(20222022),
equivale a
A)41011.
B)24044.
C)21011.
D)(2)2023.
E)(2)1011.
EsPCEx (AMAN)2023Dia 1Questao 6PortuguêsClasses de palavrasDificil
Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.
Assiste à demolição
— Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir "uma coisa" quando ela for demolida.
Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.
Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.
A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.
A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.
E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.
Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.
Vocabulário: caibro (elemento estrutural de um telhado, peças de madeira sobre as quais se apoiam as telhas); pérgula (galeria coberta de barrotes espaçados, geralmente guarnecida de trepadeiras); buganvília (planta trepadeira do gênero bougainvillea); de flanco (pela lateral); marco (parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas); tapume (cerca de madeira que veda uma área ou construção); lambri (revestimento interno de parede, com fim decorativo); caliça (resíduos de uma obra de alvenaria demolida); lote (porção de terra autônoma resultante de loteamento).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra “o” com o mesmo emprego e a mesma classificação ocorrida no seguinte trecho: “Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa…”.
A)“… fora ali que passara o maior número de horas…”
B)Não imagina o dó que a menina me dá!
C)“...e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho…”
D)Eu sou o que no mundo anda perdido.
E)O lote é uma porção de terra que será doada para administração da Terra de Santa Cruz.
As empresas Águia, Leão e Pantera apresentaram suas propostas para impressão das provas de um concurso público. Cada uma dessas empresas cobra um valor por prova mais um valor fixo, conforme a tabela a seguir:
Empresa — Valor fixo (em reais) — Valor por prova (em reais)
Águia — 600 000,00 — 15,00
Leão — 500 000,00 — 20,00
Pantera — 400 000,00 — 30,00
De acordo com as informações acima, assinale a alternativa correta.
A)Se o número de provas for igual a 10 000, Águia e Leão cobrarão, cada uma, um valor total inferior ao que Pantera cobraria.
B)Se o número de provas for igual a 10 000, Águia e Leão cobrarão, cada uma, um valor total superior ao que Pantera cobraria.
C)Se o número de provas for igual a 20 000, Leão e Pantera cobrarão, cada uma, um valor total inferior ao que Águia cobraria.
D)Se o número de provas for igual a 20 000, Águia e Leão cobrarão, cada uma, um valor total superior ao que Pantera cobraria.
E)Se o número de provas for igual a 20 000, Águia e Leão cobrarão, cada uma, um valor total inferior ao que Pantera cobraria.
No Presarium Militares, você resolve essas questões com correção na hora, comentário e um painel que cruza a incidência com o seu desempenho — e monta sua lista de prioridade automaticamente.