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AFA2027Fase unicaQuestao 1PortuguêsCompreensão e interpretação de textoMediaTEXTO I
O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan.
**Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução**
Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos.
A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana.
Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana.
[...]
Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam.
Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos.
Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos.
Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir?
[…]
Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido.
(SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado)
Carl Sagan não apenas explica fatos científicos, como também apresenta uma proposta que objetiva conduzir o leitor à reflexão sobre a condição do ser humano no universo.
De acordo com o autor,
- A)existe uma preocupação com o futuro da humanidade, a descoberta do universo e o aprendizado contínuo do homem para proteger-se do amanhã incerto.
- B)entre os séculos XV e XIX, houve um período de colonização, exploração e investigação geográfica pautada na busca por perene sobrevivência.
- C)as adversidades que assolam a sociedade acarretam migrações que resultam numa nova condição de vida para humanidade.
- D)os refugiados ambientais surgirão quando houver a percepção clara de que, em consequência da alteração climática, descobrir destinos alternativos de vida fora da Terra será o melhor caminho para a preservação ambiental e manutenção da vida humana.
AFA2027Fase unicaQuestao 2PortuguêsTipologia textualMediaTEXTO I
O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan.
**Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução**
Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos.
A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana.
Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana.
[...]
Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam.
Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos.
Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos.
Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir?
[…]
Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido.
(SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado)
Considerando a tipologia textual predominante no Texto I, é possível afirmar que
- A)o autor, por meio de vários recursos que explora para caracterizar pessoas e ambientes e para relatar os fatos, permite entrever uma certa visão de mundo.
- B)a universalização do discurso, expressa com a inclusão da primeira pessoa do plural, ratifica a intenção persuasiva do autor para sustentar a tese de responsabilidade coletiva.
- C)o relato de transformação processada pela história da evolução humana é um retrato interpretativo, no que se refere às razões dessas mudanças e aos passos que as originaram.
- D)o texto é construído sem relação de simultaneidade, ou seja, não há progressão temporal, visto que a intenção discursiva é o relato das propriedades e os aspectos das pessoas, coisas e lugares num certo estado.
AFA2027Fase unicaQuestao 3PortuguêsCompreensão e interpretação de textoDificilTEXTO I
O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan.
**Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução**
Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos.
A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana.
Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana.
[...]
Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam.
Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos.
Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos.
Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir?
[…]
Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido.
(SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado)
Considerando o Texto I, leia os itens (I, II e III) e as assertivas (A, B, C e D).
I - A construção discursiva articula elementos descritivos e argumentativos para produzir um efeito de reflexão sobre a condição humana.
II - A construção da tese não se limita à apresentação de uma ideia central explícita, mas resulta de um encadeamento progressivo de imagens e reflexões.
III - O mecanismo de construção de sentido é um processo ativo de interpretação em que autor e leitor interagem. Tal interação ocorre por meio dos principais recursos linguísticos que orientam a argumentação, a saber: operadores argumentativos, modalizadores do discurso, seleção lexical e conotação, figuras de linguagem, pressupostos e subentendidos.
A - A articulação entre linguagem figurada e marcas de inclusão do leitor contribui para a construção de um discurso que associa conhecimento científico a uma reflexão ética e persuasiva.
B - A enumeração de características físicas do Cosmos constitui a base da tese, que se mantém restrita ao campo científico, contudo a presença de marcas de subjetividade compromete a validade científica do texto.
C - A progressão textual desloca-se da descrição do universo para uma problematização da condição humana, construindo uma tese de natureza ética por meio de um movimento argumentativo.
D - A alternância entre sequências descritivas e argumentativas constrói uma progressão temática que desloca o foco do universo físico para uma reflexão ética.
A partir dos itens e das assertivas acima, assinale a alternativa que apresenta a relação correta.
- A)I-A; II-D; III-B.
- B)I-C; II-B; III-D.
- C)I-D; II-C; III-A.
- D)I-B; II-A; III-C.
AFA2027Fase unicaQuestao 4PortuguêsFormação de palavrasDificilTEXTO I
O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan.
**Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução**
Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos.
A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana.
Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana.
[...]
Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam.
Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos.
Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos.
Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir?
[…]
Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido.
(SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado)
Considerando o último parágrafo do Texto I, assinale a alternativa em que todas as análises estão corretas.
- A)I - Em “reconhecimento”, o sufixo “-mento” é utilizado para derivar um substantivo a partir de um adjetivo, indicando qualidade. II - O processo de formação específico da palavra “reconhecimento” é o mesmo que o da palavra “aeroespacial”. III - A conjunção “embora” estabelece uma relação de causa e efeito, indicando que o futuro humano está além da Terra porque a estrada está emudecida.
- B)I - A palavra “coordenadas” é classificada morfologicamente como um adjetivo, que qualifica o substantivo “lugar”. II - “Coordenadas” possui o mesmo processo específico de formação que a palavra “cooperação”. III - A expressão “estrada aberta” funciona como metáfora para a exploração espacial e para o desejo humano de expandir os horizontes.
- C)I - O termo “lentamente” é um advérbio de modo por derivação sufixal a partir de um adjetivo. II - A palavra “embora” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, pela palavra “conquanto”. III - O termo “emudecido” sugere que o entusiasmo ou a viabilidade da exploração espacial sofreu um retrocesso ou silenciamento momentâneo.
- D)I - Os vocábulos “nos” e “nossas coordenadas” exercem a mesma função morfológica de pronome possessivo. II - O morfema “co” traz o sentido de companhia e concomitância. III - O advérbio “ainda” reforça a ideia de que o reconhecimento das nossas coordenadas espaciais é um processo contínuo e inacabado.
AFA2027Fase unicaQuestao 5PortuguêsPeríodo composto (orações)DificilTEXTO I
O trecho a seguir é uma adaptação da introdução presente no livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan.
**Pálido Ponto Azul — Os Errantes: uma introdução**
Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais. Deleitávamo-nos com a carne fresca. Por ações furtivas, estratagemas, emboscadas e ataques de força bruta, alguns de nós realizávamos em conjunto o que muitos de nós, sozinhos, não podíamos conseguir. Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma ideia tão absurda quanto fixar residência.
Durante 99,99% do tempo, desde o aparecimento de nossa espécie, fomos caçadores e saqueadores, errantes nas savanas e nas estepes. Éramos limitados apenas pela Terra, pelo oceano e pelo céu – e mais alguns eventuais vizinhos rabugentos. Domesticamos as plantas e os animais. Apesar de todas as suas vantagens materiais, a vida sedentária nos deixou irritáveis, insatisfeitos. A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência. Talvez você deva sua vida a uns poucos inquietos.
A primeira grande migração humana do Velho Mundo para o Novo Mundo aconteceu durante a última era glacial. Muito antes de Colombo, argonautas indonésios exploraram o Pacífico Ocidental; habitantes de Bornéu povoaram Madagascar; egípcios e líbios circunavegaram a África; e, partindo da China, uma grande frota da dinastia Ming ziguezagueou pelo Oceano Índico, estabeleceu uma base em Zanzibar, dobrou o Cabo da Boa Esperança e entrou no oceano Atlântico. Do século XV ao século XVII, as naus europeias descobriram novos continentes (novos para os europeus, pelo menos) e circunavegaram o planeta. Nos séculos XVIII e XIX, exploradores, mercadores e colonizadores norte-americanos e russos precipitaram-se para Oeste e para Leste atravessando dois imensos continentes até chegarem ao Pacífico. Esse gosto de investigar e explorar, por mais temerários que tenham sido seus agentes, tem um claro valor e sobrevivência. Ele não é restrito a uma única nação ou grupo étnico. É um dom natural comum a todos os membros da espécie humana.
Desde o nosso aparecimento, seguimos nosso caminho. Agora existem pessoas em todos os continentes até, ocasionalmente, residindo trezentos quilômetros acima da Terra. As grandes migrações de povos – algumas voluntárias, a maioria involuntária – têm moldado a condição humana.
[...]
Nossos antepassados distantes, observando as estrelas, notaram cinco que faziam mais que se levantar e pôr-se numa marcha impassível, como era o caso das assim chamadas estrelas “fixas”. Essas cinco tinham um movimento curioso e complexo. Ao longo dos meses, pareciam errar lentamente entre as estrelas. Às vezes, andavam em círculo. Hoje nós as chamamos de planetas, a palavra grega para errantes. Era, assim imagino, uma peculiaridade que nossos antepassados compreendiam.
Descobrimos maravilhas jamais sonhadas pelos nossos antepassados que especulavam pela primeira vez sobre a natureza dessas luzes errantes no céu noturno. Investigamos as origens de nosso planeta e de nós mesmos. Descobrindo outras possibilidades, confrontando-nos com os destinos alternativos de mundos mais ou menos parecidos com o nosso, temos começado a compreender melhor a Terra. Cada um desses mundos é encantador e instrutivo. Mas, que se saiba, são também desertos e áridos. No espaço, não existem “lugares melhores”. Até agora, pelo menos.
Ninguém na Terra, nem mesmo o mais rico dentre nós, tem recursos para empreender a viagem; assim, não podemos fazer as malas e partir rumo a Marte ou Titã ao sabor de um capricho, por estarmos entediados, desempregados, oprimidos, ou porque, justa ou injustamente, nos acusaram de um crime. Não parece haver lucro suficiente, a curto prazo, para motivar a indústria privada. Se nós, humanos, algum dia partirmos rumo a esses mundos, será porque uma nação ou um consórcio de nações acredita que o empreendimento lhe trará benefícios sendo pressionados por um grande número de questões que disputam o dinheiro necessário para enviar pessoas a outros mundos.
Este é o tema desse livro: outros mundos, o que nos espera neles, o que eles nos dizem sobre nós mesmos e – dados os problemas urgentes que nossa espécie enfrenta no momento – se faz sentido partir. Deveríamos resolver esses problemas primeiro? Ou serão eles uma razão a mais para partir?
[…]
Pálido ponto azul é sobre esse novo reconhecimento, que ainda nos invade lentamente, de nossas coordenadas, de nosso lugar no Universo – e de como um elemento central do futuro humano se encontra muito além da Terra, embora o apelo da estrada aberta esteja hoje emudecido.
(SAGAN, Carl. Pálido Ponto Azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Adaptado)
(As referências a linhas — ℓ. — remetem à numeração do caderno original.)
Ao analisar o trecho “A minha suspeita é de que o apelo tem sido meticulosamente elaborado pela seleção natural, como um elemento essencial de nossa sobrevivência.” (Texto I, ℓ. 17-19), pode-se afirmar que:
- A)o emprego da preposição “de” incorreu em erro de regência verbal. Além disso, a terceira pessoa do singular do verbo “ter” é identificada tanto pela desinência verbal quanto pela ausência de acento gráfico.
- B)há uma oração subordinada substantiva subjetiva. Observa-se também que o termo “de nossa sobrevivência”, classifica-se, sintaticamente, como adjunto adnominal.
- C)há uma oração subordinada substantiva predicativa. Ademais, o emprego de vírgulas junto ao advérbio “meticulosamente” é facultativo.
- D)remetendo a expressão “seleção natural” à teoria evolutiva de Charles Darwin, encontra-se um ponto de intertextualidade implícita no período. Além disso, o advérbio “meticulosamente” deveria estar isolado por vírgulas em virtude de estar intercalado.
AFA2027Fase unicaQuestao 6PortuguêsCompreensão e interpretação de textoMediaTEXTO II
**Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais**
Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024
Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla.
Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço.
Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.
Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras.
(RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado)
De acordo com o Texto II, pode-se afirmar que
- A)o protagonismo na corrida espacial exercido pelos Estados Unidos e pela Rússia foi quebrado pela China, pela Índia, por países europeus e por empresas privadas.
- B)a diversificação da participação conjunta na corrida espacial exemplifica como a cooperação global entre os países substituiu a busca pelo título de potência espacial.
- C)o fito de realizar missões em Marte e em outras áreas do sistema solar para turismo espacial pretere a meta de simplesmente alcançar o espaço para fins científicos.
- D)a fim de alcançar novas demandas espaciais, como a extração de recursos e o turismo, técnicas inéditas estão sendo elaboradas por organizações privadas.
AFA2027Fase unicaQuestao 7PortuguêsReescrita e norma cultaMediaTEXTO II
**Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais**
Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024
Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla.
Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço.
Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.
Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras.
(RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado)
(As referências a linhas — ℓ. — remetem à numeração do caderno original.)
Observe o trecho a seguir:
“Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.” (Texto II, ℓ. 12-16)
Assinale a opção em que a reescrita do trecho mantém o sentido e o padrão culto.
- A)Com o turismo espacial e com a mineração de asteroides, a comercialização do espaço se torna realidade, pois empresas privadas estão oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados.
- B)Ademais, em razão do oferecimento de serviços de lançamento por empresas privadas e do desenvolvimento de tecnologias inovadoras para novos mercados a comercialização do espaço tornou-se realidade, como turismo espacial e mineração de asteroides.
- C)Outrossim, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, a exemplo do turismo espacial e da mineração de asteroides, a comercialização do espaço se tornou realidade.
- D)Em contrapartida, a comercialização do espaço se tornou realidade, desde que empresas privadas ofereçam serviço de lançamento e desenvolvam tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.
AFA2027Fase unicaQuestao 8PortuguêsConfronto de textosMediaTEXTO II
**Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais**
Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024
Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla.
Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço.
Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.
Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras.
(RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado)
O Texto II evidencia que a exploração do espaço representa não apenas o avanço científico, mas também o desejo humano de ultrapassar fronteiras, conquistar prestígio e redefinir sua posição no mundo.
Considerando essa reflexão, assinale o trecho literário que estabelece relação MAIS direta com a ideia de inquietação existencial, associada ao desejo de ultrapassar fronteiras materiais ou simbólicas.
- A)“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai logo que teve notícia da aventura e do estado em que eu vivia, tratou de separar-nos.” – Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
- B)“Ela sentia que havia em si mesma um movimento obscuro e contínuo, como se dentro dela existisse alguma coisa ainda sem forma definitiva, impossível de ser plenamente compreendida ou nomeada.” – Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector.
- C)“Os homens caminhavam sobre a terra seca carregando sonhos antigos, enquanto o horizonte parecia sempre afastar-se deles, como se o mundo prometesse respostas que jamais chegariam por inteiro.” – Terra Sonâmbula, de Mia Couto.
- D)“As conversas da infância transformavam a varanda num território ilimitado, onde cabiam países imaginários, aventuras impossíveis e um tempo que parecia resistir ao desaparecimento.” – Os da minha rua, de Ondjaki.
AFA2027Fase unicaQuestao 9PortuguêsMorfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)DificilTEXTO II
**Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais**
Por Gabriel Izídio Rufino — Publicado em: 14/10/2024
Atualmente, a dinâmica da corrida espacial mudou consideravelmente. Além dos Estados Unidos e da Rússia, novos atores, como China, Índia, países europeus e até empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, entraram no cenário. Essa diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla.
Uma das principais diferenças é a presença de uma rede global de cooperação. A Estação Espacial Internacional (ISS) exemplifica esse espírito colaborativo, reunindo recursos e conhecimentos de diferentes países para pesquisas no espaço.
Além disso, a comercialização do espaço tornou-se realidade, com empresas privadas oferecendo serviços de lançamento e desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração de asteroides.
Hoje, o objetivo vai além de simplesmente chegar ao espaço. Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo novas fronteiras.
(RUFINO, Gabriel Izídro. Corrida Espacial: da Guerra Fria aos desafios atuais. Disponível em: https://www.politize.com.br/corrida-espacial/. Acesso em: 27/11/2025. Adaptado)
(As referências a linhas — ℓ. — remetem à numeração do caderno original.)
Analisando os trechos abaixo, do Texto II, marque em qual deles a expressão destacada (em negrito) NÃO exerce função adjetiva, seja em aspectos morfológicos ou sintáticos.
- A)“**Essa** diversificação transformou a competição em uma colaboração mais ampla.” (ℓ. 5-6)
- B)“Missões tripuladas a Marte e outras regiões do sistema solar estão nos planos de várias agências espaciais e empresas privadas, abrindo **novas fronteiras**.” (ℓ. 18-20)
- C)“Além disso, a comercialização do espaço tornou-se **realidade** [...]” (ℓ. 12-13)
- D)“[...] desenvolvendo tecnologias inovadoras para novos mercados, como turismo espacial e mineração **de asteroides**.” (ℓ. 14-16)
AFA2027Fase unicaQuestao 10PortuguêsTipologia textualMediaTEXTO III
**Quais são as potências espaciais do século XXI?**
Entenda quais são as potências espaciais do século XXI e como a nova corrida espacial está moldando o futuro da humanidade.
Por Lucas Vinicius Santos — Publicado em: 02/01/2025
Durante a corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética eram as duas grandes potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico suficientes para enviar seres humanos ao espaço.
Apesar de a União Soviética ter sido pioneira em alguns marcos importantes para a exploração espacial, como o lançamento do primeiro satélite, o envio do primeiro ser vivo e o envio do primeiro ser humano ao espaço, os Estados Unidos venceram ao levar os seres humanos à Lua em 1969. Isso aconteceu na missão Apollo 11, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície lunar pela primeira vez.
Essa conquista simbolizou a liderança americana na corrida espacial e foi um importante marco durante a Guerra Fria; apesar disso, não foi o único fator para o desfecho desse conflito silencioso entre as duas superpotências.
Após o fim da corrida espacial, marcado pela chegada da humanidade à Lua em 1969, diversas outras nações começaram a perceber a importância do estudo espacial para alcançar maior soberania nacional. Então, além dos Estados Unidos e da Rússia, quais outros países são considerados potências espaciais do século XXI?
“A exploração espacial hoje está muito longe da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 1960. Isso significa que a nova corrida espacial não é entre alguns países, mas entre vários participantes, particularmente as economias de rápido crescimento”, é descrito em uma publicação da Enciclopédia Britânica.
Além dos Estados Unidos e da Rússia, a Europa, o Canadá, a China, a Índia e o Japão também realizaram diversas missões espaciais nos últimos anos. Contudo, nem todos esses países estão planejando enviar naves tripuladas para a Lua.
[...]
Apesar de esses serem os países com maior envolvimento em programas espaciais, atualmente mais de 80 nações participam, de alguma forma, de missões envolvendo o ambiente espacial. A maioria dessas nações reconhece que não pode competir com os três protagonistas do futuro da exploração espacial.
As três maiores potências espaciais do século XXI são: Estados Unidos, China e Rússia.
Se analisarmos especificamente a corrida para o retorno à Lua, o número de nações envolvidas reduz significativamente. Atualmente, os Estados Unidos e a China lideram os esforços para realizar missões tripuladas ao satélite natural, visando estabelecer bases e explorar mais sobre os recursos e oportunidades que a Lua pode oferecer.
[...]
A nova corrida espacial não se limita simplesmente a superar barreiras tecnológicas e chegar ao espaço, como aconteceu durante a Guerra Fria. Hoje, ela envolve a disputa por recursos, territórios e próprio poder geopolítico que envolve tudo que vai além da atmosfera terrestre.
(SANTOS, Lucas Vinicius. Quais são as potências espaciais do século XXI? Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/401011-quais-sao-as-potencias-espaciais-do-seculo-xxi.htm. Acesso em: 05/12/2025. Adaptado)
Considerando que o Texto III é, predominantemente, expositivo-explicativo por apresentar informações organizadas sobre a nova corrida espacial e identificar as potências do século XXI, é correto afirmar que o texto
- A)contextualiza o presente a partir do passado a fim de detalhar as inespecificidades das atuais potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico em comparação ao período da Guerra Fria.
- B)informa e explica quem são as potências espaciais e atualiza o leitor sobre a nova dinâmica da corrida espacial.
- C)ao mostrar que o espaço hoje envolve economia, tecnologia e poder global, justifica a não competição entre os países que têm desenvolvido programas aeroespaciais.
- D)descreve que, dentre os conflitos acarretados pela nova corrida espacial, destaca-se a busca por participantes com capacidade econômica e tecnológica.
AFA2027Fase unicaQuestao 11PortuguêsCompreensão e interpretação de textoMediaTEXTO III
**Quais são as potências espaciais do século XXI?**
Entenda quais são as potências espaciais do século XXI e como a nova corrida espacial está moldando o futuro da humanidade.
Por Lucas Vinicius Santos — Publicado em: 02/01/2025
Durante a corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética eram as duas grandes potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico suficientes para enviar seres humanos ao espaço.
Apesar de a União Soviética ter sido pioneira em alguns marcos importantes para a exploração espacial, como o lançamento do primeiro satélite, o envio do primeiro ser vivo e o envio do primeiro ser humano ao espaço, os Estados Unidos venceram ao levar os seres humanos à Lua em 1969. Isso aconteceu na missão Apollo 11, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície lunar pela primeira vez.
Essa conquista simbolizou a liderança americana na corrida espacial e foi um importante marco durante a Guerra Fria; apesar disso, não foi o único fator para o desfecho desse conflito silencioso entre as duas superpotências.
Após o fim da corrida espacial, marcado pela chegada da humanidade à Lua em 1969, diversas outras nações começaram a perceber a importância do estudo espacial para alcançar maior soberania nacional. Então, além dos Estados Unidos e da Rússia, quais outros países são considerados potências espaciais do século XXI?
“A exploração espacial hoje está muito longe da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 1960. Isso significa que a nova corrida espacial não é entre alguns países, mas entre vários participantes, particularmente as economias de rápido crescimento”, é descrito em uma publicação da Enciclopédia Britânica.
Além dos Estados Unidos e da Rússia, a Europa, o Canadá, a China, a Índia e o Japão também realizaram diversas missões espaciais nos últimos anos. Contudo, nem todos esses países estão planejando enviar naves tripuladas para a Lua.
[...]
Apesar de esses serem os países com maior envolvimento em programas espaciais, atualmente mais de 80 nações participam, de alguma forma, de missões envolvendo o ambiente espacial. A maioria dessas nações reconhece que não pode competir com os três protagonistas do futuro da exploração espacial.
As três maiores potências espaciais do século XXI são: Estados Unidos, China e Rússia.
Se analisarmos especificamente a corrida para o retorno à Lua, o número de nações envolvidas reduz significativamente. Atualmente, os Estados Unidos e a China lideram os esforços para realizar missões tripuladas ao satélite natural, visando estabelecer bases e explorar mais sobre os recursos e oportunidades que a Lua pode oferecer.
[...]
A nova corrida espacial não se limita simplesmente a superar barreiras tecnológicas e chegar ao espaço, como aconteceu durante a Guerra Fria. Hoje, ela envolve a disputa por recursos, territórios e próprio poder geopolítico que envolve tudo que vai além da atmosfera terrestre.
(SANTOS, Lucas Vinicius. Quais são as potências espaciais do século XXI? Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/401011-quais-sao-as-potencias-espaciais-do-seculo-xxi.htm. Acesso em: 05/12/2025. Adaptado)
Infere-se do Texto III que:
- A)a nova corrida espacial passa a ganhar um novo cenário. A descoberta de recursos minerais na Lua é um ponto decisivo, porém o movimento configura uma clara disputa por hegemonia, prestígio e influência global.
- B)a nova corrida espacial tem como objetivos aprofundar os estudos no satélite e a descoberta de itens essenciais na Lua. Esse novo panorama é o que motiva o crescente engajamento de diversos países na área espacial.
- C)os Estados Unidos continuam liderando a corrida espacial, ainda que as motivações desta nova era sejam distintas das que impulsionaram os anos 60, uma vez que tais esforços visam consolidar novas frentes de expansão econômica.
- D)atualmente o foco das grandes potências espaciais reside na exploração dos recursos encontrados na Lua. Nesse intuito, os países estão valendo-se da recuperação de foguetes e do lançamento de pequenos satélites no espaço.
AFA2027Fase unicaQuestao 12PortuguêsVozes verbaisDificilTEXTO III
**Quais são as potências espaciais do século XXI?**
Entenda quais são as potências espaciais do século XXI e como a nova corrida espacial está moldando o futuro da humanidade.
Por Lucas Vinicius Santos — Publicado em: 02/01/2025
Durante a corrida espacial, os Estados Unidos e a União Soviética eram as duas grandes potências espaciais com tecnologia e conhecimento científico suficientes para enviar seres humanos ao espaço.
Apesar de a União Soviética ter sido pioneira em alguns marcos importantes para a exploração espacial, como o lançamento do primeiro satélite, o envio do primeiro ser vivo e o envio do primeiro ser humano ao espaço, os Estados Unidos venceram ao levar os seres humanos à Lua em 1969. Isso aconteceu na missão Apollo 11, quando os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície lunar pela primeira vez.
Essa conquista simbolizou a liderança americana na corrida espacial e foi um importante marco durante a Guerra Fria; apesar disso, não foi o único fator para o desfecho desse conflito silencioso entre as duas superpotências.
Após o fim da corrida espacial, marcado pela chegada da humanidade à Lua em 1969, diversas outras nações começaram a perceber a importância do estudo espacial para alcançar maior soberania nacional. Então, além dos Estados Unidos e da Rússia, quais outros países são considerados potências espaciais do século XXI?
“A exploração espacial hoje está muito longe da corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética na década de 1960. Isso significa que a nova corrida espacial não é entre alguns países, mas entre vários participantes, particularmente as economias de rápido crescimento”, é descrito em uma publicação da Enciclopédia Britânica.
Além dos Estados Unidos e da Rússia, a Europa, o Canadá, a China, a Índia e o Japão também realizaram diversas missões espaciais nos últimos anos. Contudo, nem todos esses países estão planejando enviar naves tripuladas para a Lua.
[...]
Apesar de esses serem os países com maior envolvimento em programas espaciais, atualmente mais de 80 nações participam, de alguma forma, de missões envolvendo o ambiente espacial. A maioria dessas nações reconhece que não pode competir com os três protagonistas do futuro da exploração espacial.
As três maiores potências espaciais do século XXI são: Estados Unidos, China e Rússia.
Se analisarmos especificamente a corrida para o retorno à Lua, o número de nações envolvidas reduz significativamente. Atualmente, os Estados Unidos e a China lideram os esforços para realizar missões tripuladas ao satélite natural, visando estabelecer bases e explorar mais sobre os recursos e oportunidades que a Lua pode oferecer.
[...]
A nova corrida espacial não se limita simplesmente a superar barreiras tecnológicas e chegar ao espaço, como aconteceu durante a Guerra Fria. Hoje, ela envolve a disputa por recursos, territórios e próprio poder geopolítico que envolve tudo que vai além da atmosfera terrestre.
(SANTOS, Lucas Vinicius. Quais são as potências espaciais do século XXI? Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/401011-quais-sao-as-potencias-espaciais-do-seculo-xxi.htm. Acesso em: 05/12/2025. Adaptado)
A fim de se omitir o agente de um verbo, há vários recursos linguísticos possíveis, a exemplo da indeterminação do sujeito e da voz passiva pronominal, os quais possuem regras específicas de classificação e de concordância verbal, de acordo com a variedade normativa da língua.
Considere se estão corretos cada item abaixo a respeito da classificação, do exemplo comparativo e da concordância verbal.
I - Em “Pisou-se na lua em 1969”, há sujeito indeterminado, assim como em “Precisam-se de secretárias”.
II - Em “Realizam-se diversas missões espaciais nos últimos anos”, há voz passiva pronominal, assim como em “Após a chegada da humanidade à lua, leu-se muito sobre a importância do estudo espacial”.
III - Em “Chegou-se à Lua com emoção e espírito de vitória”, há sujeito indeterminado, assim como em “Apesar de tudo, vive-se bem na Terra”.
IV - Em “Enviaram-se seres humanos à lua em 1969”, há voz passiva pronominal, assim como em “Bebeu-se do vinho após o retorno à Terra”.
V - Em “Além da persistência na busca pela glória espacial, também se é persistente na busca por recursos e poder geopolítico”, há sujeito indeterminado, assim como em “Apesar da chuva e das ondas bravas, permaneceu-se na praia”.
A partir da análise, pode-se afirmar apenas que:
- A)um item está totalmente correto.
- B)dois itens estão totalmente corretos.
- C)três itens estão totalmente corretos.
- D)quatro itens estão totalmente corretos.