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AFA2025Fase unicaQuestao 1PortuguêsInterpretação de textoMedia
TEXTO I
Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
"Queda Livre" nos lembra da invasão das redes sociais que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem ser perigosas e irreais.
[...]
Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema em que as pessoas são julgadas de acordo com sua popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter um grande número de benefícios.
Black Mirror – "Queda Livre" por trás da perfeição
"Queda Livre" significa mover os códigos de nossas redes sociais para o mundo real, onde não apenas agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor face, mas esses gostos que recebemos serviriam para determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria imagem.
Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar, pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie "perdeu a cabeça", quando percebe que não tem mais seu celular, é uma cena libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
A partir da leitura do texto I, pode-se inferir que:
A)a realidade mostrada nas redes dialoga com os desafios diários que o ser humano precisa enfrentar por viver numa sociedade tecnológica.
B)a construção de uma imagem ilibada nas redes sociais fomenta a necessidade de alcançar a perfeição, diariamente, e contribui para o aprisionamento individual.
C)ao viver numa sociedade imersa na tecnologia, torna-se crucial estar conectado a outros indivíduos, visando a experiências singulares.
D)os comportamentos genuínos e realidades idealizadas por grande parte da sociedade são passíveis de alcance desde que se tenha domínio dos códigos sociais.
AFA2025Fase unicaQuestao 2PortuguêsInterpretação de textoMedia
TEXTO I
Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
"Queda Livre" nos lembra da invasão das redes sociais que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem ser perigosas e irreais.
[...]
Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema em que as pessoas são julgadas de acordo com sua popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter um grande número de benefícios.
Black Mirror – "Queda Livre" por trás da perfeição
"Queda Livre" significa mover os códigos de nossas redes sociais para o mundo real, onde não apenas agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor face, mas esses gostos que recebemos serviriam para determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria imagem.
Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar, pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie "perdeu a cabeça", quando percebe que não tem mais seu celular, é uma cena libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
Dentre os trechos literários a seguir, assinale aquele que pode ser entendido como uma síntese das ideias apresentadas no texto I.
A)“Acho que as lembranças são cócegas invisíveis que ficam dentro das pessoas”. (Ondjaki, Avó Dezanove e o Segredo do Soviético)
B)“Não sei quantas almas tenho / Cada momento mudei / continuamente me estranho. / Nunca me vi nem achei. / De tanto ser, / só tenho alma.” (Fernando Pessoa)
C)“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o edifício inteiro”. (Clarice Lispector)
D)“Você que é sem nome, / que zomba dos outros / você que faz versos, / que ama, protesta? / e agora, José?” (Gabriel, o Pensador – Tem alguém aí?)
AFA2025Fase unicaQuestao 3PortuguêsSintaxe (sujeito, concordância e pronomes)Dificil
TEXTO I
Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
"Queda Livre" nos lembra da invasão das redes sociais que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem ser perigosas e irreais.
[...]
Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema em que as pessoas são julgadas de acordo com sua popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter um grande número de benefícios.
Black Mirror – "Queda Livre" por trás da perfeição
"Queda Livre" significa mover os códigos de nossas redes sociais para o mundo real, onde não apenas agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor face, mas esses gostos que recebemos serviriam para determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria imagem.
Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar, pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie "perdeu a cabeça", quando percebe que não tem mais seu celular, é uma cena libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
Analise do ponto de vista sintático-semântico o primeiro enunciado do texto I:
“‘Queda Livre’ nos lembra da invasão das redes sociais que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem ser perigosas e irreais.” (. 1 a 3)
Pode-se afirmar que todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
A)Do ponto de vista sintático, o locutor distribui os constituintes no período composto, a partir de relações de subordinação e coordenação.
B)Do ponto de vista da estruturação sintática do período, pode-se afirmar que o termo 'Queda Livre', como nome do episódio da série, desempenha o papel de sujeito da primeira oração.
C)O verbo lembrar, ao assumir um sentido de "informar/advertir", passa a ter valor relacional de verbo transitivo direto.
D)O verbo lembrar, ao assumir o sentido de "vir à memória", assume a forma reflexiva e apresenta, como complemento verbal, um objeto indireto.
AFA2025Fase unicaQuestao 4PortuguêsInterpretação de textoMedia
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do estudo "Economia do mal-estar", no qual avaliou a metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como isso acaba gerando produtos que se oferecem como soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz. Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe felicidade além das redes ou se todos estão realmente presos ao padrão do mundo digital de provar com audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho razoavelmente claro para a felicidade – trabalho, casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história de "plantar e colher" foi substituída pelo postar, numa espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
De acordo com o texto II, é possível afirmar que:
A)viver em constante negação pode alterar a percepção de felicidade e faz com que o indivíduo consiga lidar com os obstáculos da vida.
B)duas em cada dez pessoas conseguem tornar o que era abstração em realidade. Dessa forma, não existe felicidade além das redes.
C)a felicidade mostrada nas redes sociais acarreta surgimento de produtos que curam dores existenciais, causadas pela necessidade de mostrar-se sempre feliz.
D)a felicidade, na era das redes sociais, mostra que o discurso da positividade contradiz a realidade da sociedade atual em que muitos estão infelizes e insatisfeitos com a vida que possuem.
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do estudo "Economia do mal-estar", no qual avaliou a metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como isso acaba gerando produtos que se oferecem como soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz. Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe felicidade além das redes ou se todos estão realmente presos ao padrão do mundo digital de provar com audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho razoavelmente claro para a felicidade – trabalho, casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história de "plantar e colher" foi substituída pelo postar, numa espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
Em relação à pontuação do texto II, analise as afirmativas abaixo.
I. A reescrita das linhas 1 e 2: O Grupo Consumoteca, que é liderado pelo antropólogo Michel Alcoforado, não desobriga o uso das vírgulas. II. Em “Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho razoavelmente claro para a felicidade – trabalho, casamento e filhos –” (. 19 a 21), o duplo travessão pode ser substituído por vírgulas ou parênteses. III. No segundo parágrafo, as vírgulas foram empregadas para separar uma expressão interpositiva e orações com sujeitos diferentes. IV. O uso dos dois pontos marca uma suspensão de voz em frase ainda não concluída, principalmente, antes ou depois de uma enumeração. Tal afirmação é ratificada no segundo parágrafo, linha 13.
Assinale a alternativa correta.
TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do estudo "Economia do mal-estar", no qual avaliou a metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como isso acaba gerando produtos que se oferecem como soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz. Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe felicidade além das redes ou se todos estão realmente presos ao padrão do mundo digital de provar com audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho razoavelmente claro para a felicidade – trabalho, casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história de "plantar e colher" foi substituída pelo postar, numa espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
No que se refere às características de estilo, composição e tema do texto II, pode-se afirmar que:
A)trata-se de uma crônica, pois a autora escreve em 3ª pessoa e, além disso, pode-se extrair da introdução um tema preestabelecido: "a metrificação da felicidade nas redes sociais".
B)trata-se de um ensaio, pois o texto apresenta: tese, argumentos e conclusão, como se pode perceber pelas partes: introdução, desenvolvimento e conclusão que organizam o texto.
C)como se trata de uma notícia, a estrutura do texto se estabelece a partir de elementos predominantemente narrativos, como os verbos de ação na composição do fato referenciado.
D)trata-se de uma dissertação, pois os elementos factuais, evidenciados pela menção aos dados estatísticos, caracterizam esse tipo de composição.
AFA2025Fase unicaQuestao 7PortuguêsFormação de palavrasMedia
TEXTO III
Pela Internet — Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta. Acesso em: 15 de abr. de 2024).
Os vocábulos “infomar” e “infomaré” são neologismos construídos por um mesmo processo de formação de palavras denominado de
A)redução vocabular.
B)derivação parassintética.
C)composição por aglutinação.
D)composição por justaposição.
AFA2025Fase unicaQuestao 8PortuguêsInterpretação de textoDificil
TEXTO III
Pela Internet — Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta. Acesso em: 15 de abr. de 2024).
Em relação ao texto III, julgue (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) O enunciado do título apresenta apenas um adjunto adverbial de lugar ‘pela internet’; subentendendo um termo que poderia ser preenchido pelo verbo ‘navegar’. ( ) No que se refere à construção vocabular da canção, podemos afirmar que predomina o uso de uma linguagem coloquial, vulgarmente denominada de “internetês”, para denunciar esses usos. ( ) O eu-lírico estabelece uma relação plurivalente de termos e enunciados utilizados na linguagem digital e na linguagem cotidiana, para representar as relações e os papéis sociais desempenhados pelo indivíduo, na hipermodernidade.
Marque alternativa correta.
A)V, F, V
B)V, V, V
C)F, F, V
D)V, V, F
AFA2025Fase unicaQuestao 9PortuguêsInterpretação de textoDificil
TEXTO I
Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro
Queda Livre, o enredo
"Queda Livre" nos lembra da invasão das redes sociais que vivemos hoje e nos leva a perceber como elas podem ser perigosas e irreais.
[...]
Lacie é a protagonista desta história, desse ecossistema em que as pessoas são julgadas de acordo com sua popularidade, onde 0 é a menor e 5 a mais alta. Graças às avaliações dos outros e sua rede de contatos, é possível obter um melhor emprego, comprar um apartamento e obter um grande número de benefícios.
Black Mirror – "Queda Livre" por trás da perfeição
"Queda Livre" significa mover os códigos de nossas redes sociais para o mundo real, onde não apenas agiríamos falsamente para agradar e mostrar nossa melhor face, mas esses gostos que recebemos serviriam para determinar nossa posição social.
Em Black Mirror, as pessoas agem de forma correta umas com as outras, com uma gentileza que nos incomoda porque, afinal, sabemos ser um egoísmo fictício e puro. Elas não tentam ajudar ou apoiar, mas melhorar sua própria imagem.
Deixando de ser escravos
Black Mirror magistralmente nos imersa em um baile de máscaras contemporâneo, filtros na vida real, onde tudo é pastel, tudo é perfeito na aparência, mas ninguém é feliz na realidade. Ninguém pode ser tão feliz, ninguém pode ser feliz sempre e ninguém pode adorar o mundo inteiro.
[...]
A queda da personagem Lacie nada mais é do que uma libertação. Não são as paredes que a oprimem, é a sociedade e, uma vez à margem, pode finalmente gritar, pode ser ela mesma.
A cena final em que Lacie "perdeu a cabeça", quando percebe que não tem mais seu celular, é uma cena libertadora e esperançosa. Não há prisão maior do que a própria pessoa, não há maior escravidão do que um mundo desumanizado.
(PENSAR CONTEMPORÂNEO. Black Mirror: "Queda livre", a desumanização do futuro. Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/black-mirror-queda-livre/. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
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TEXTO II
Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais
O Grupo Consumoteca, liderado pelo antropólogo Michel Alcoforado, divulgou recentemente os resultados do estudo "Economia do mal-estar", no qual avaliou a metrificação da felicidade na era das redes sociais – e como isso acaba gerando produtos que se oferecem como soluções rápidas para as angústias às vezes até agravadas por essa quase obrigatoriedade de estar ou parecer feliz. Foi realizada uma pesquisa cuja ideia era analisar se existe felicidade além das redes ou se todos estão realmente presos ao padrão do mundo digital de provar com audiência, likes e comentários o quanto se é feliz.
Os brasileiros são os mais infelizes entre os países pesquisados: 58% sentem-se insatisfeitos com sua vida atual. Além disso, oito em cada dez pessoas dizem ter projetos que não conseguem tirar do papel, 41% acham que não fazem tudo que poderiam fazer por sua felicidade e 35% das pessoas se sentem mais negativas quando acompanham a vida dos outros nas redes sociais.
Segundo Alcoforado, se antes havia um caminho razoavelmente claro para a felicidade – trabalho, casamento e filhos – hoje, com tudo isso colocado em questão, vale mais a jornada de busca da plenitude do que o chegar lá exatamente.
Com tudo isso, analisa o antropólogo, a velha história de "plantar e colher" foi substituída pelo postar, numa espécie de tirania da positividade, que no fundo deixa a sensação de as pessoas terem sempre de estar correndo atrás nesse páreo [...].
(ROCHA, Roseane. Os impactos da felicidade fabricada para as redes sociais. Disponível em: www.meiomensagem.com.br. Acesso em: 04 de março de 2024). Adaptado.
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TEXTO III
Pela Internet — Gilberto Gil
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
(Gilberto Gil. Pela Internet. Quanta: 1997. Disponível em: www.gilbertogil.com.br/noticias/producoes/detalhes/quanta. Acesso em: 15 de abr. de 2024).
Considerando que há uma correlação temática entre os textos I, II e III, é possível relacioná-los, também, com fragmentos retirados dos textos “Amnésia digital prejudica armazenamento natural das memórias” e “Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos”. Dessa forma, podese afirmar que todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
A)Afinal, como estamos nos "comunicando" depois da modernidade industrial? (...) É a era do hedonismo, do hipernarcisismo que passa a primar pela autocentração e não responsabilização do outro.
B)A web 2 muda o fluxo de comunicação e, em tese, acaba com a cisão produtores/leitores, possibilitando que todos publiquem na rede e exerçam, simultaneamente, os dois papéis, de autor e leitor ao mesmo tempo.
C)A audiência é uma espécie de capital social – relacionado com a capacidade do sujeito de conseguir certa aderência e de se movimentar bem no seu meio social – e a única forma de acumulá-lo é agradar, ser audiência dos outros.
D)O rotineiro uso das telas proporciona facilidade e praticidade na vida de quem tem acesso a essas tecnologias. Mas o excesso desse uso causa diversos prejuízos sociais, biológicos e cognitivos aos seres humanos.
AFA2025Fase unicaQuestao 10PortuguêsCoesão e coerênciaMedia
TEXTO IV — tirinha "Placebo" (reproduzida na imagem)
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024).
O emprego do vocábulo “coisas”, presente no enunciado do terceiro quadrinho do texto IV, apresenta coesão de ordem
Imagens anexadas
A)lexical.
B)gramatical.
C)conjuntiva.
D)catafórica.
AFA2025Fase unicaQuestao 11PortuguêsSintaxe (sujeito, concordância e pronomes)MediaAnulada
TEXTO IV — tirinha "Placebo" (reproduzida na imagem)
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024).
Observe a ocorrência do vocábulo “que” no texto IV e analise as alternativas abaixo. Em seguida, marque a opção correta.
Imagens anexadas
A)Na primeira ocorrência, é um pronome demonstrativo.
B)Nas duas primeiras ocorrências, cumpre a mesma função sintática.
C)Sintaticamente, na sua segunda ocorrência, é utilizado como conjunção subordinativa adverbial.
D)Morfologicamente, na sua primeira ocorrência, é pronome substantivo empregado em frase interrogativa direta.
AFA2025Fase unicaQuestao 12PortuguêsFiguras de linguagemFacil
TEXTO IV — tirinha "Placebo" (reproduzida na imagem)
(REMÉDIOS. Placebo. Disponível em: www.caixadoremedios.com. Acesso em: 04 de março de 2024).
Relacionando os aspectos verbais e não verbais do texto IV, observa-se a presença de
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