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ITA20262a faseQuestao 1PortuguêsInterpretação de textoMedia
Leia o texto a seguir para responder à questão.
"Prefiro a prosa ao verso, como modo de arte, por duas razões, das quais a primeira, que é minha, é que não tenho escolha, pois sou incapaz de escrever em verso. A segunda, porém, é de todos, e não é — creio bem — uma sombra ou disfarce da primeira. Vale pois a pena que eu a esfole, porque toca no sentido íntimo de toda a valia de arte.
Considero o verso como uma coisa intermédia, uma passagem da música para a prosa. Como a música, o verso é limitado por leis rítmicas, que, ainda que não sejam as leis rígidas do verso regular, existem todavia como resguardos, coações, dispositivos automáticos de opressão e castigo. Na prosa falamos livres. Podemos incluir ritmos musicais, e contudo pensar. Podemos incluir ritmos poéticos, e contudo estar fora deles. Um ritmo ocasional de verso não estorva a prosa; um ritmo ocasional de prosa faz tropeçar o verso.
Na prosa se engloba toda a arte — em parte porque na palavra se contém todo o mundo, em parte porque na palavra livre se contém toda a possibilidade de o dizer e pensar. Na prosa damos tudo, por transposição: a cor e a forma, que a pintura não pode dar senão diretamente, em elas mesmas, sem dimensão íntima; o ritmo, que a música não pode dar senão diretamente, nele mesmo, sem corpo formal, com aquele segundo corpo que é a ideia; a estrutura, que o arquiteto tem que formar de coisas duras, dadas, externas, e nós erguemos em ritmos, em indecisões, em decursos e fluidezas; a realidade, que o escultor tem que deixar no mundo, sem aura nem transubstanciação; a poesia, enfim, em que o poeta, como o iniciado numa ordem oculta, é servo, ainda que voluntário, de um grau e de um ritual."
PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Brasiliense, 1986.
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Segundo os argumentos desenvolvidos, o narrador:
A)prefere a prosa ao verso como subterfúgio para sua incapacidade de escrever poemas.
B)crê que as leis rítmicas, próprias dos versos, restringem a livre expressão do pensamento.
C)julga que a prosa, ao prescindir de estrutura rítmica, compromete a manifestação das ideias.
D)diz que o ritmo acidental do verso impede a prosa, assim como o da prosa afeta o verso.
E)sustenta que a prosa, ao valer-se de transposições, procura imitar outras formas de arte.
O livro do desassossego é assinado por Bernardo Soares, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Sobre tais heterônimos, assinale a alternativa CORRETA.
A)Heterônimos são assinaturas fictícias adotadas por Pessoa, que mantêm sua personalidade ao escrever sob diferentes nomes.
B)Alberto Caeiro é o poeta que, em busca da simplicidade, volta-se para a vida no campo.
C)Ricardo Reis é o poeta das sensações, que representa o homem moderno ao tratar de temáticas futurísticas.
D)Álvaro de Campos é o poeta neoclássico, que compõe versos eruditos que trazem referências mitológicas.
E)Bernardo Soares é adepto a um estilo coloquial e explora de forma objetiva o real sentido da vida.
ITA20261a faseQuestao 2MatemáticaLogaritmos e funçõesDificil
Usando os valores aproximados log4513,72=0,6880,log456125=2,2908, a alternativa que mais aproxima a representação decimal de log457 é
A)0,4886
B)0,5112
C)0,5193
D)0,5224
E)0,5385
ITA20261a faseQuestao 3MatemáticaMatrizesDificil
Seja A a matriz de ordem 100×100, cujos elementos são descritos pela equação aij=1+(1−i)(1−j). Considere as seguintes afirmações.
I. A é uma matriz simétrica.
II. Cada linha da matriz A forma uma progressão aritmética.
III. A é uma matriz singular.
É (São) VERDADEIRA(S):
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A IDEIA
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!
ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 42. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
Glossário: psicogenética: origem e evolução das funções psíquicas; absconso: oculto, escondido; constringir: apertar; tísico: tuberculoso, fraco; molambo: farrapo.
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Uma característica do Parnasianismo evidenciada no poema é a:
A)composição de versos decassílabos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.
B)valorização das figuras sonoras, principalmente na de construções paronomásticas.
C)predileção pelo soneto, cujos versos alexandrinos denotam a estilística parnasiana.
D)presença do pessimismo, ao sugerir que a forma como a ideia se desenvolveu provocou em si mesma danos irreversíveis.
E)objetividade, evidente na inquietação do eu lírico ao tentar compreender de onde vem a ideia.
Os vértices de um polígono são todos os números complexos não nulos que satisfazem a equação iz2=2zˉ. A área desse polígono é
A)3
B)23
C)33
D)43
E)53
ITA20262a faseQuestao 4PortuguêsSintaxe (sujeito, concordância e pronomes)Dificil
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A IDEIA
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!
ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 42. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
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Dado o contexto do poema, avalie cada assertiva abaixo como V (verdadeira) ou F (falsa). Depois, assinale a sequência CORRETA.
( ) "tísica", "mínima", "raquítica" e "centrípeta" são adjetivos que desempenham a função de predicativo do sujeito.
( ) Em "a força centrípeta", "força" é substantivo e atua como núcleo do sujeito.
( ) Em "que a constringe" e "que a amarra", "a" é pronome pessoal e exerce a função de objeto direto.
( ) "executa" é um verbo regular, classificado como intransitivo.
Uma circunferência é dividida em seis partes iguais pelos pontos A,B,C,D,E,F, designados nessa ordem. Os pontos A,C,E são vértices de um triângulo equilátero, os pontos B,D,F são vértices de um segundo triângulo equilátero. A sobreposição desses dois triângulos define uma estrela de seis pontas denominada hexagrama. Se a área desse hexagrama é 253 cm2, então a área do quadrado inscrito na circunferência mede
A)10 cm2
B)25 cm2
C)40 cm2
D)50 cm2
E)75 cm2
ITA20262a faseQuestao 5PortuguêsInterpretação de textoMedia
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Loucura mansa
"Para mim é difícil falar simplesmente do gosto pelos livros, porque em matéria de livros, meu caso é muito mais grave: é um amor que vem desde a infância, que me tem acompanhado a vida inteira, e, ainda mais, é incurável. Não se trata por isso de um interesse periférico, e o prazer que me tem proporcionado em todo este longo percurso, faz com que tenha procurado, permanentemente, desejar que muitas pessoas mais possam também desfrutá-lo. Daí eu aproveitar qualquer oportunidade que me surja (e estás esperando que seja uma delas) para inocular o vírus do amor ao livro em todos os possíveis leitores que já não o tenham adquirido anteriormente.
O prazer que o livro pode trazer tem múltiplos aspectos. O primeiro, fundamental, que é óbvio, mas muita gente não se dá conta disso, é o da leitura, através da qual se estabelece um contato com o mundo exterior que abre, para o leitor, horizontes ilimitados. O livro informa, enriquece o espírito, põe a imaginação em movimento, provoca tanto reflexão como emoção, e, enfim, é um grande companheiro. Companheiro ideal, aliás, pois está sempre à disposição, não cria problemas, não se ofende quando solicitado, e se deixa retomar sem histórias, a qualquer hora do dia ou da noite que o leitor deseje.
Brincadeira à parte, creio que a utilidade do livro é indiscutível, pois é da permanência no pensamento humano. Sem o livro não teríamos chegado a conhecer a obra dos filósofos, dramaturgos e cientistas da Antiguidade e da Idade Média. A invenção dos tipos móveis por Gutenberg no século XV, permitindo o surgimento do livro impresso, foi uma revolução comparável, e diria mesmo até superior à das nossas atuais da informática, pelo menos até agora.
Há um terceiro prazer, e é o prazer físico do contato com o livro. Falo sempre de loucura mansa, e posso assegurar que não é só mansa: é também prazerosa. Sugiro a quem ainda não a tenha que procure contraí-la."
MINDLIN, José. Loucura mansa. In: SILVEIRA, Júlio; RIBAS, Martha (Org.). A Paixão pelos livros. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2004, p. 15-16.
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Considere as assertivas referentes ao que se depreende do conteúdo do texto. Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. O amor pelo livro provoca efeitos nas dimensões emocional, intelectual e sensorial.
II. O texto apela ao recurso de suscitar o desejo de que outras pessoas desfrutem do prazer proporcionado pela leitura.
III. A utilidade do livro é inequívoca, porque assegura a perenidade do conhecimento.
Considere as seguintes afirmações.
I. Um cubo possui uma seção plana dada por um pentágono.
II. Sejam α,β e η três planos distintos, dois a dois concorrentes. Sejam r a reta interseção de α e β, s a reta interseção de β e η, t a reta interseção de α e η. Se r,s e t são duas a duas paralelas distintas, então existe uma única reta paralela a r que dista igualmente de α,β e η.
III. Dois planos secantes são perpendiculares se toda reta de um deles for perpendicular ao outro plano.
É (São) VERDADEIRA(S):
A)Apenas I.
B)Apenas I e II.
C)Apenas I e III.
D)Apenas II e III.
E)Nenhuma das afirmações.
ITA20262a faseQuestao 6PortuguêsMorfologia (formação de palavras)Dificil
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Loucura mansa
"Para mim é difícil falar simplesmente do gosto pelos livros, porque em matéria de livros, meu caso é muito mais grave: é um amor que vem desde a infância, que me tem acompanhado a vida inteira, e, ainda mais, é incurável. (...) através da qual se estabelece um contato com o mundo exterior que abre, para o leitor, horizontes ilimitados. O livro informa, enriquece o espírito, põe a imaginação em movimento (...). Brincadeira à parte, creio que a utilidade do livro é indiscutível (...)."
MINDLIN, José. Loucura mansa. In: A Paixão pelos livros. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2004.
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O vocábulo destacado constitui exemplo de DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA em:
A)"(...) que me tem acompanhado a vida inteira, e, acima disto, é incurável".
B)"(...) contato com o mundo exterior que abre, para o leitor, horizontes ilimitados".
C)"O livro informa, enriquece o espírito (...)".
D)"(...) põe a imaginação em movimento (...)".
E)"Brincadeira à parte, creio que a utilidade do livro é indiscutível (...)".
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